Práticas e ferramentas para melhorar o desenvolvimento dos educadores na escola

Ser diretor de uma escola envolve muito mais do que administrar os recursos financeiros, pois é preciso entender o papel pedagógico a ser desempenhado, tendo disposição para incentivar e oferecer mecanismos para o desenvolvimento dos educadores.

Um corpo docente altamente capacitado e entusiasmado modifica o ambiente escolar e é capaz de engajar os estudantes com aulas mais participativas, onde a construção do conhecimento acontece por meio da troca e envolvimento de todos.

Para tanto, é preciso contar com estratégias e ferramentas capazes de elevar a qualidade técnica de cada professor. A tecnologia pode ser uma aliada ao oferecer ferramentas para melhorar o desenvolvimento profissional dos educadores.

Neste post, vamos falar sobre a importância de manter os professores constantemente capacitados e estimulados, além de apontar algumas práticas e ferramentas que o diretor escolar pode adotar. Continue a leitura!

Por que é importante desenvolver constantemente o corpo docente?

O prazer de lecionar está em conseguir manter o brilho nos olhos e o entusiasmo mesmo diante das dificuldades da rotina de um professor. Quem defende esse raciocínio é Marcelo Tavares, bacharel em História com doutorado em Ciência Política. Ele é diretor do Eleva A+ e autor do podcast “Professor Líder”.

Para Marcelo, “o professor sai de aula feliz quando percebe o aluno empolgado”. Por isso, ele afirma a importância de o diretor educacional oferecer mecanismos para um desenvolvimento constante e, assim, manter o corpo docente determinado em fazer o seu melhor.

Dentro da sala de aula é possível aplicar testes, experimentar estratégias, aprender com os erros e ver a ideia ser transformada com a ajuda dos próprios estudantes. Sempre com o foco em mostrar que a escola pode ser um ambiente acolhedor e transformador na vida de cada aluno.

Tavares chama de “endorfina do conhecimento” essa empolgação dos estudantes quando diante de uma aula instigante. Para ele, “quanto mais o professor aprende e domina uma caixa de ferramentas que permite a ele produzir essa endorfina do conhecimento em vários cenários, mais satisfeito profissionalmente ficará”.

O risco de não promover desenvolvimento constante: o professor operário

Não investir na capacitação constante do corpo docente pode afetar diretamente no entusiasmo desses profissionais. O professor pode ficar frustrado por não conseguir chamar a atenção dos seus alunos ou engajá-los durante as aulas.

Esse sentimento pode desenvolver-se em uma indiferença ou, até mesmo, ter a responsabilidade transferida para o estudante. Para Tavares, esse é um erro gravíssimo: “às vezes a falta de engajamento está relacionada à comunicação ou à maneira como o conteúdo é abordado pelo professor”.

Para Marcelo, quando há indiferença, o docente torna-se um “professor operário”: “ele entra em sala, bate o cartão, dá a sua aula e vai embora. Dessa forma, contribui decisivamente para a escola se tornar uma experiência ruim para os alunos”.

Nesse sentido, ao não promover a capacitação dos educadores, a escola dificilmente proporcionará uma educação capaz de construir indivíduos pensantes, críticos e reflexivos. Tornando-se em mera transmissora de um conhecimento desinteressante.

De que maneira a tecnologia revoluciona o ensino?

A tecnologia alterou o comportamento dos estudantes dentro de sala de aula. Entretanto, é preciso ver possibilidades naquilo que muitos consideram adversidades. Por exemplo, a alta conectividade dessa geração pode ser um mecanismo para aprofundar a experiência dentro da sala de aula.

O ambiente escolar precisa absorver o mundo, afinal ele é o grande cenário onde a realidade global passa a ter mais sentido. Tavares defende que: “se as pessoas estão mergulhadas na tecnologia, não faz sentido que ela seja colocada para o lado de fora da sala de aula”.

Mais uma vez o aprimoramento constante dos educadores mostra a sua importância. Afinal, é preciso agir como um artesão, manuseando todas as ferramentas oferecidas pela tecnologia, a fim de garantir uma educação de qualidade.

Entretanto, é fundamental que a direção escolar entenda que a tecnologia não é o centro do ensino. Esse papel cabe ao professor. Enquanto isso, os educadores não se podem ver reféns dos aparelhos modernos. É preciso usar as ferramentas necessárias e adequadas a cada situação.

Quais as principais práticas para o desenvolvimento dos educadores?

É fundamental desenvolver a capacidade de liderança em cada um dos professores. Nesse sentido, vale lembrar que liderar é conseguir engajar as pessoas, ao passo que chefiar é comandar. Essa diferença de comportamento é essencial para o relacionamento entre docente e aluno.

Essa capacidade de liderança é algo que pode ser aprendida ao longo da jornada profissional. Sendo possível ter uma comunicação mais persuasiva, capaz de fixar na mente dos estudantes e atrair a atenção de cada um deles.

Para conseguir esse desenvolvimento constantemente, a direção escolar precisa adotar 3 práticas. Abaixo descrevemos um pouco sobre cada.

Atenção com as técnicas

É importante ter em mente que ninguém nasce professor, mas é possível tornar-se um. Isso porque a sala de aula é um conjunto de técnicas. Então, o educador precisa adquirir o hábito de fazer pesquisas na internet sobre boas práticas. Também é possível inscrever-se em workshops e treinamentos.

Engajamento pelo conhecimento

O professor precisa ter interesse e ler sobre educação. Assim, é possível manter vivo o estímulo e o desejo de continuar lecionando, além de conhecer novas formas de estabelecer um diálogo com os estudantes.

Gravação da sua própria aula

Gravar alguns minutos da sua própria aula pode ajudar a entender a dinâmica em sala. Para melhorar essa experiência mostre a gravação para outros profissionais e peça feedbacks sobre melhorias que poderia adotar.

Quais as principais ferramentas que otimizam a rotina em sala de aula?

É determinante que os diretores façam treinamentos com o corpo docente para o uso da tecnologia. Assim, os educadores podem conhecer novas ferramentas e adotá-las no cotidiano. Para Tavares, esse é o grande diferencial para a direção educacional, é preciso questionar-se: “quais ferramentas você disponibiliza para o seu professor? Que tipo de treinamento você oferece para a utilização delas?”.

Abaixo, apresentamos 2 ferramentas para desenvolver os educadores.

Google Classroom

Nessa ferramenta os professores podem utilizar todos os recursos disponíveis pelo Google — Gmail, Drive e Google Docs, por exemplo. Assim, é possível acompanhar, gerenciar e executar os trabalhos de sala de aula.

Outro benefício oferecido está na capacidade de tirar dúvidas em tempo real e manter as turmas organizadas. Dessa forma, é possível aumentar a atenção dos alunos.

Eleva A+

Com o Eleva A+ o professor terá acesso a diversas técnicas a serem aplicadas em sala de aula. É possível aprender algumas maneiras de engajar os estudantes, resolver problemas de indisciplina e, até mesmo, otimizar o cronograma letivo.

Além disso, é possível receber orientações personalizadas com o “Gravações de Feedbacks”. Nesse recurso, o professor grava 5 ou 10 minutos de sua aula e, em poucos dias, recebe comentários de como melhorar sua dinâmica em sala.

Outro treinamento disponibilizado nessa ferramenta é sobre liderança. São 5 vídeos falando sobre os aspectos para tornar-se um líder e engajar as suas turmas.

Por fim, a direção escolar precisa entender o seu papel pedagógico, investindo no desenvolvimento constante dos educadores. Dessa forma, é possível manter o desejo e a vontade acessa nesse professor e, consequentemente, garantir uma educação de qualidade.

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