A importância da ludicidade no desenvolvimento emocional da criança

Vemos que a sociedade discute cada vez mais o desenvolvimento emocional da criança. O assunto, que era pouco conhecido, hoje é comum não só em fóruns de educação, mas também em escolas e nas próprias famílias. Essa é uma boa notícia, afinal, a inteligência emocional é indispensável para a nossa vida.

É impossível pensar em sucesso profissional, por exemplo, sem essa característica. A vida social exige que as pessoas aprendam a se relacionar e lidar com os desafios de maneira solidária. A falta de habilidades socioemocionais pode ser um grande empecilho durante o crescimento e, principalmente, na vida adulta.

Por isso, vale a pena se envolver nas discussões e fortalecer esse tema. Você quer saber como fazer isso? Confira as informações que trouxemos neste post!

Por que é importante discutir o assunto?

Tradicionalmente, defendeu-se que a função da escola era a aprendizagem do ponto de vista cognitivo. Hoje em dia, essa restrição não se sustenta mais. A Psicologia nos fez entender que a cognição não existe isoladamente no cérebro humano. As emoções são parte importante nos processos de desenvolvimento.

Isso significa dizer que é impossível fazer com que os alunos estejam presentes na escola apenas com o seu lado racional. No ambiente escolar, os estudantes também se divertem, conversam, fazem amizade e vivenciam conflitos. Com tudo isso, a equipe não pode ficar alheia às questões emocionais.

Muitas vezes, inclusive, esses aspectos aparecem de maneira negativa, atrapalhando o andamento das atividades. É o caso de discussões, indisciplina, brigas ou práticas de bullying entre estudantes. Em geral, os professores são desafiados com esses sintomas, que estão relacionados à falta de inteligência emocional das crianças.

Qual é o papel da escola no desenvolvimento emocional da criança?

A escola deve assumir uma função no desenvolvimento de habilidades de cunho emocional. As crianças aprendem na relação com os adultos. Assim, além da família, os professores e demais funcionários da instituição de ensino são modelos para que elas saibam como reconhecer os seus sentimentos, lidar com as emoções e se relacionar com os outros.

O desenvolvimento emocional da criança precisa estar presente na escola. Do contrário, estaremos limitando muito o potencial de aprendizagem dos estudantes. Como um local pode formar crianças inteligentes cognitivamente, mas não estimular a inteligência emocional? Esse questionamento está mudando a prática de muitas escolas em outros países e vem chegando também no Brasil.

Quantos adultos vivem em sociedade sem terem aprendido a lidar com as próprias emoções e os sentimentos dos outros? Isso gera problemas como violência, abuso de drogas e transtornos psicológicos, principalmente depressão e ansiedade. Ter o apoio de outras pessoas para crescer emocionalmente é um fator de proteção.

A escola, como principal espaço de socialização fora da família, deve proporcionar experiências saudáveis na interação entre crianças. Essa importância aumenta quando consideramos algumas particularidades da nossa época, como o aumento da carga de trabalho e, consequentemente, do tempo que os estudantes passam na escola.

Como utilizar atividades lúdicas para esse objetivo?

Diversos são os benefícios quando a instituição educativa realiza um trabalho de desenvolvimento emocional da criança: a concentração dos estudantes aumenta, o rendimento nas avaliações melhora, as relações ganham mais qualidade e as crianças vivem mais felizes. A aprendizagem também reverbera nas famílias, melhorando os relacionamentos em casa.

E o melhor: as crianças continuarão a sentir esses benefícios no futuro. Está comprovado que adultos com inteligência emocional alcançam mais sucesso, têm resiliência para superar as dificuldades e segurança para se lançarem em projetos ousados. Além disso, as competências emocionais são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.

Assim, a escola que trabalha essa temática está, de fato, preparando os estudantes para a vida. Essa aprendizagem, claro, deve ser construída junto às crianças a partir da ludicidade. As emoções podem fazer parte do dia a dia delas — em brincadeiras, filmes, músicas e demais atividades pedagógicas.

Alternativas que apresentam muito potencial são os jogos colaborativos. Em vez de estimular a competição entre as crianças, essas brincadeiras ensinam sobre a importância da solidariedade e do trabalho em equipe. Também incentivam habilidades como liderança e empatia. Isso tudo de uma maneira divertida.

Outra opção muito interessante para incluir esse assunto nas aulas é a partir de leituras. Diversos livros abordam temáticas ligadas a valores, como amizade e perdão. Ao ouvir as histórias, as crianças se identificam com os personagens e aprendem com as situações vividas por eles. Além disso, o livro pode ser usado como base para outras propostas, como rodas de conversa e produções artísticas acerca do tema.

Além dessas, há diversas alternativas para que as crianças se desenvolvam emocionalmente enquanto brincam. Envolvê-las em atividades de teatro, fantoches ou show de talentos são exemplos de propostas interessantes para abordar aspectos emocionais e valores humanos.

É possível incluir o desenvolvimento emocional na grade curricular?

Como podemos responder a essa pergunta? Será que a escola pode encontrar espaços entre as disciplinas para abordar questões emocionais? As aulas de português e matemática podem ceder alguns momentos para falar de assuntos que não cabem em regras ou fórmulas? Nós acreditamos que sim!

Laboratório inteligência de vida (LIV) acontece uma vez por semana dentro da grade curricular da escola, contribuindo para a formação de cidadãos completos para os desafios do século XXI. Os materiais promovem a reflexão, o debate, a escuta, a investigação e o questionamento, não existindo respostas corretas ou esperadas.

A partir de um planejamento pedagógico estruturado, o programa tem a preocupação de dialogar com a linguagem e os interesses dos alunos, pensando nas particularidades de cada faixa etária. Assim, os conteúdos são relevantes para a fase que a criança está vivendo.

Durante os anos da educação infantil e primeiras sérias do ensino fundamental, por exemplo, é importante ajudar os estudantes a conhecer as suas emoções e saber lidar com elas. Por isso, as aulas ajudam a desenvolver o autoconhecimento, o autocontrole, a empatia e o relacionamento.

Com as crianças maiores, o currículo se volta para a aquisição de habilidades emocionais essenciais para a vida em sociedade no século XXI: colaboração, criatividade, comunicação, proatividade, pensamento crítico e perseverança. Imagine o potencial de cidadãos que podem ser formados quando esses assuntos estão presentes na escola!

Incluir esses temas no projeto pedagógico ajuda a construir um mundo melhor. Além de ter conhecimentos e desenvolver competências técnicas, as crianças vão crescer com mais controle emocional e melhor capacidade para se relacionar com outras pessoas. Em aulas tradicionais, é possível aprender cálculos complexos, mas nossas escolas podem ensinar muito mais.

Sem dúvida, estimular o desenvolvimento emocional da criança na escola faz toda a diferença. Não só para cada estudante, mas também para nossa sociedade de maneira geral. Vale a pena se envolver nas discussões atuais e trazer esse tema para sua instituição escolar. As famílias valorizam lugares onde os seus filhos possam crescer de maneira integral.

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