Como fazer a retenção de alunos na prática? Confira aqui 6 dicas!

Como fazer a retenção de alunos na prática? Confira aqui 6 dicas!
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Muitas vezes, a escola se preocupa em captar novas famílias e se esquece de que a retenção de alunos já matriculados também é vital para o sucesso de suas atividades. A instabilidade na manutenção de matrículas impacta diretamente nas suas finanças e, consequentemente, no desenvolvimento da instituição de ensino. Assim, boas práticas para fidelizar os estudantes atuais são imprescindíveis para uma gestão escolar eficiente e com as contas em dia.

De nada adianta caprichar na prospecção de alunos se a escola não vai conseguir mantê-los por muito tempo. Sem falar que os esforços nesse sentido devem ocorrer ao longo de todo o ano, não apenas no período que antecede a rematrícula. Quer evitar o entra e sai de estudantes na sua escola? Confira, neste post, as melhores dicas para uma retenção de alunos mais eficiente!

O que é retenção de alunos?

De modo direto, a retenção de alunos consiste em um conjunto de estratégias e ações colocadas em prática por uma instituição de ensino com a finalidade de assegurar a rematrícula dos alunos atuais, fazendo com que permaneçam nela até concluírem os seus estudos. Isso implica em acompanhar a jornada do estudante, visando eliminar transtornos que possam resultar na evasão escolar.

Na prática, o processo exige um planejamento que considere todo o corpo discente e um outro planejamento mais específico, que seja voltado para as necessidades individuais de cada aluno. É aí que muitas escolas se perdem, pois acabam investindo em ações generalistas, que não geram valor para os pais e responsáveis.

As práticas adotadas para a retenção de alunos podem variar de acordo com os segmentos oferecidos pela instituição de ensino, se é Educação Básica, Ensino Fundamental ou Ensino Médio, mas sempre terão o objetivo de entender as razões pelas quais os estudantes podem sair da sua escola e, a partir daí, propor soluções efetivas.

Qual a importância da retenção estudantil?

O equilíbrio financeiro é um fator crucial para o bom funcionamento de uma instituição de ensino. Quando há uma dificuldade para reter alunos, fatalmente as suas finanças serão abaladas, pois significa que aquele número de mensalidades com o qual o seu caixa contava vai diminuir. Desse modo, em uma situação mais crítica, fica difícil manter o pagamento das contas em dia.

Mas não é só isso! Menos dinheiro entrando também impossibilita a realização de novos investimentos, tanto para ampliar a sua infraestrutura quanto para custear projetos inovadores — condição que impede o crescimento contínuo da escola. E, aos poucos, também pode fazer com que os serviços oferecidos se tornem precários e percam a credibilidade conquistada no mercado.

A retenção também favorece os alunos, tendo em vista que eles poderão criar laços mais aprofundados com os colegas e professores, tendo um sentimento de pertencimento à comunidade escolar. Essa estabilidade contribui para que tenham a oportunidade de se desenvolver e aprender com mais facilidade, pois estão adaptados ao ambiente, regras e metodologias de aprendizagem da escola.

Quais são as melhores dicas para a retenção de alunos?

É preciso ter em mente que a retenção de alunos não se baseia em uma ação isolada, nem acontece em único mês. Para que realmente seja eficiente, esse processo deve ser executado de forma ampla, com ações em todos os setores, e levado a sério durante todo o ano. Veja, abaixo, as principais dicas para fidelizar os seus estudantes.

1. Entenda quem são os seus alunos

A percepção que os educadores e demais colaboradores que atuam na escola têm sobre os alunos não é o suficiente para conhecê-los profundamente. Antes de fazer um novo investimento em áreas específicas da escola, é necessário realizar uma análise que vai além dos números, que vise a qualidade de ensino e constate quais serão os benefícios oferecidos aos discentes e como poderá aumentar a identificação com o ambiente escolar.

Levando isso em consideração, há que se entender quem, de fato, são os seus alunos. Para tanto, faça um levantamento da sua faixa etária, lugar em que moram, poder econômico, gostos e interesses que demonstram em relação ao processo de aprendizagem e quais são os seus objetivos de vida. Com essas informações em mãos, o gestor vai ter mais facilidade para preparar eventos e ações que contribuam para a retenção estudantil.

2. Trabalhe na retenção desde a captação

Os dados sobre o perfil dos alunos colhidos no passo anterior são indispensáveis para que o time de marketing e vendas crie campanhas de captação de novas famílias focadas no seu público-alvo. Dessa maneira, as ações desenvolvidas terão um maior potencial de conversão de matrículas.

Sem falar que, ao atrair o público que realmente está alinhado com os valores, ideais, objetivos e metodologias defendidos pela instituição de ensino, a adaptação dos alunos e dos seus familiares acontece de forma natural, evitando futuros desligamentos por falta de compatibilidade entre as duas partes.

3. Ouça os seus estudantes

Independentemente do segmento de educação oferecido pela escola, ouvir o que os seus estudantes têm a dizer é crucial para identificar quais são as suas necessidades. Ao derrubar as barreiras que distanciam a gestão dos discentes, você poderá promover melhorias que supram a carência dos alunos e mantenham as famílias satisfeitas.

Disponibilizar canais de comunicação diversos, como redes sociais, chats no seu site e fórum no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), é uma ótima estratégia para que os estudantes possam expor as suas impressões sobre a vivência no ambiente escolar, apontar o que pode ser melhorado e dar ideias sobre os mais variados assuntos.

4. Analise os motivos de transferências

São vários os motivos que podem levar uma família a transferir o seu filho de uma escola para a outra, como dificuldades financeiras para continuar arcando com a mensalidade, insatisfação com a qualidade de ensino, dificuldade de adaptação do aluno com os colegas ou professores ou ainda a falta de identificação com o planejamento pedagógico e metodologias oferecidas.

Partindo desse princípio, é recomendado fazer um levantamento e, posteriormente, uma análise dos motivos associados às transferências realizadas nos últimos anos. A iniciativa auxilia no reconhecimento dos seus possíveis pontos falhos e traz informações para que a gestão possa agir no foco do problema.

5. Ofereça soluções para a inadimplência

As constantes mudanças na economia refletem no orçamento das famílias, o que leva muitas delas a ficar inadimplentes na escola. Em vez de apenas entrar em contato para cobrar a mensalidade atrasada, o ideal é que a instituição de ensino busque soluções para essa inadimplência e reduza o risco de transferência.

O departamento de finanças deve consultar o histórico de pagamento, bem como o desempenho acadêmico do estudante. Em seguida, pode-se propor medidas para que o discente continue aproveitando os benefícios aproveitados pela escola, como a negociação da dívida em parcelas que estejam de acordo com a realidade dos pais e responsáveis.

6. Invista em uma infraestrutura de qualidade

Não basta a escola ser atrativa somente na hora de captar novos alunos, é crucial continuar gerando valor para os discentes e seus responsáveis. Caso isso não aconteça, os familiares podem ficar facilmente insatisfeitos e acabar migrando para outra opção que atenda os seus anseios.

A melhor forma de evitar que isso ocorra é investindo em uma infraestrutura de qualidade, o que inclui manter o seu corpo docente atualizado e qualificado, garantir um espaço físico confortável, funcional e seguro, implementar projetos que proporcionem experiências positivas, adotar metodologias e tecnologias que otimizam os seus processos operacionais, entre outras medidas.

O sucesso na retenção de alunos é igualmente vantajoso para a instituição de ensino e para as famílias. Com as dicas que citamos, é possível criar um bom relacionamento com os estudantes, além de oferecer condições adequadas para que desenvolvam o seu aprendizado de forma saudável dentro de um ambiente que contribui ativamente para o seu futuro acadêmico, eliminando qualquer chance de transferência antes da conclusão dos seus estudos.

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