Criatividade na sala de aula: como utilizá-la?

Criatividade na sala de aula: como utilizá-la?
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A criatividade é uma habilidade que movimenta a evolução humana, pois é a partir dela que se torna possível conceber novas ideias e transformá-las em realidade, como produtos e serviços que mudam a forma como as pessoas trabalham ou se relacionam. Por isso, desenvolver a criatividade na sala de aula é fundamental para estimular os jovens a pensar e criar desde cedo.

Ao expandir e explorar o seu lado criativo, o aluno abre inúmeras portas não só no decorrer dos processos de aprendizagem, mas também no seu futuro profissional, uma vez que estamos falando de uma característica altamente valorizada no mercado de trabalho.

Neste post, vamos falar sobre tudo o que você deve saber sobre criatividade e como trabalhá-la nas escolas. Confira!

Ponto de partida: criatividade como uma competência essencial do século XXI

O século XXI tem sido marcado pela globalização, o que traz uma série de desafios para sociedade como um todo, incluindo o universo da educação. A disponibilidade de novos conceitos, tecnologias e dinâmicas cria exigências e expectativas inéditas — cenário em que a criatividade ganha ainda mais importância, já que é um elemento imprescindível para criar soluções e transpor obstáculos.

A criatividade pode ser definida como um fenômeno que permite o desenvolvimento de algo novo e com proposta de valor. É por meio dela que podemos enxergar o mundo de formas inovadoras, estudar e desvendar padrões inexplorados, estabelecer conexões e resolver problemas.

Devido a isso, essa competência é considerada valiosa, além de ter aplicabilidade ampla, o que significa que pode ser usada em todos os campos da vida, na esfera pessoal e profissional. Quando os alunos são ensinados a trabalhar a sua criatividade, a tendência é que tenham mais facilidade para pensar de forma independente e materializar ideias que os tirem do lugar comum.

O estudante criativo também é mais ativo na busca por conhecimento, consegue planejar soluções e aplicá-las na vida real, a fim de concretizar determinado objetivo. Ter o domínio da criatividade permite que o jovem torne-se um adulto com atuação social autônoma, solidária e responsável, que se adapta aos desafios com os quais se depara e está preparado para lidar com um mercado de trabalho dinâmico.

A criatividade pode ser ensinada? Como ela é um elemento-chave para uma educação do futuro?

Ao falar de criatividade, muita gente pensa que se trata de algo possível apenas para artistas e inventores que criam coisas extraordinárias. Porém, não é bem assim, já que a capacidade, embora possa surgir de maneira natural e espontânea, é algo inerente ao ser humano, que também pode acontecer a partir de um processo estruturado e organizado. Sendo assim, pode-se afirmar que a criatividade pode e deve ser ensinada no ambiente escolar.

Segundo Guilford (1987), a criatividade pode ser traduzida como a capacidade de realizar algo novo e valioso. E essa ideia se aplica à ação de qualquer ser humano, logo uma pessoa pode ser criativa ao formular teorias e solucionar problemas.

É verdade que alguns indivíduos já nascem com uma predisposição genética para serem criativos, mas o contato com experiências diferenciadas também é essencial para que uma pessoa possa ser flexível, sensível e original — fatores que impulsionam a criatividade. Portanto, quanto mais o nosso lado criativo for estimulado, mais criativos seremos.

Como estimular aulas criativas que engajem com os interesses dos alunos?

Veja quais são os pilares do ensino da criatividade na sala de aula.

Entenda as necessidades e interesse dos alunos

Antes de qualquer coisa, o docente tem que entender que é o mediador do conhecimento, devendo transmitir informações que consideram a bagagem do aluno. É preciso se colocar no lugar da criança ou do adolescente para saber quais são as suas necessidades e interesses, para que possa propor uma aula que contemple o perfil dos discentes.

Também há que se respeitar o ritmo de aprendizagem do aluno, o que implica em criar um ambiente que transmita confiança para todos, de maneira que cada um se sinta motivado a colaborar com o aprendizado do colega — condição que possibilita um crescimento coletivo.

Personalize a experiência de aprendizado

Muitas vezes, o estudante tem dificuldades para evoluir diante de um conteúdo porque os métodos tradicionais de ensino não atendem às suas necessidades. Nesse contexto, é recomendado investir na personalização da experiência do aprendizado, disponibilizando um ambiente escolar flexível, que esteja de acordo com a realidade do aluno o instigue a ser criativo.

Tudo deve começar por uma comunicação que simplificada, que utilize exemplos que fazem parte do dia a dia do aluno, como filmes, músicas e séries, o que melhora a sua compreensão.

Os educadores também podem implementar o Design Universal para Aprendizagem, que é uma metodologia que propõe a criação de um ambiente instrucional rico, livre de barreiras e acessível para todos os alunos, com experiências que tragam possibilidade de sucesso individual e coletivo.

Como ser um professor mais criativo?

Em tempos de ensino remoto em decorrência da pandemia, prender a atenção e estimular a criatividade do estudante é um desafio ainda maior para o professor. Mesmo após esse período, para uma educação atualizada, será preciso adotar novas técnicas e ferramentas de ensino que explorem e incentivem o uso da criatividade.

Para isso, a escola e os educadores podem recorrer a uma série de recursos, como plataformas educacionais com materiais contextualizados e que retratam a realidade da nova geração de discentes. Outra opção é a gamificação, em que o aprendizado ocorre por meio de jogos, estimula uma postura mais exploratória e garante a diversão da turma.

O futuro pertence aos criadores, pois estes são os responsáveis por gerar novidades que transformam o mundo. Assim, o estímulo à criatividade na sala de aula é primordial para formar pessoas capazes de inovar e criar soluções para a comunidade em que vivem e para a sociedade como um todo.

Sem falar, que quando trabalha esta competência, o jovem também melhora o seu traquejo social e ganha autonomia e coragem para lidar com as mais diversas situações.

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