Como o sistema de ensino influencia o desenvolvimento socioemocional?

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Notas altas e aprovação nos melhores vestibulares são alguns dos objetivos dos sistemas de ensino. Porém, com tantas mudanças na sociedade, a escola deve se preocupar também com outras questões. Hoje, é imperativo que ela trabalhe o desenvolvimento socioemocional dos alunos, preparando-os para os desafios futuros.

O modelo tradicional, focado apenas no desempenho acadêmico de crianças e jovens, em que o conteúdo passado pelo professor é cobrado na prova ao final do bimestre, ficou ultrapassado. A vivência escolar hoje deve percorrer outro caminho, valorizando a empatia, perseverança, comunicação, criatividade, autonomia, pensamento crítico, entre outras competências.

Em 2020, as escolas devem estar preparadas para trabalhar essas habilidades estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC) na nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Mas como fazer isso? Acompanhe nosso post e entenda como o sistema de ensino pode influenciar o desenvolvimento socioemocional dos alunos.

Indisciplina na Escola - projeto Político Pedagógico

Desenvolvimento socioemocional para estimular o protagonismo do aluno

A instituição de ensino deve adotar metodologias que incentivem o aluno a ser protagonista do processo de aprendizagem. Isso é possível abrindo espaço para ele em debates em sala de aula e na elaboração e execução de projetos de seu interesse. É importante ainda propor atividades que despertem sua curiosidade e o faça questionar e buscar novos conhecimentos.

A tecnologia pode ser uma grande aliada, já que permite ao aluno construir algo — como um vídeo, texto para um blog, música e até um mundo virtual. São ações que desenvolvem a proatividade, criatividade e também o trabalho em equipe.

Quando ele percebe que é capaz, mesmo depois de uma sequência de erros, pode descobrir quais são seus talentos e ficar com sua autoestima elevada. Sem contar que o aprendizado se torna mais prazeroso e ele fica motivado para ir à escola.

Aprendizagem colaborativa: a chave para o desenvolvimento socioemocional

Quando os professores propõem atividades baseadas na aprendizagem colaborativa conseguem trabalhar o desenvolvimento socioemocional dos estudantes. Nessa dinâmica, a turma se mobiliza em prol de um objetivo comum e o professor faz apenas a condução de todo o processo.

É possível aplicar a ideia em uma roda de conversa, em projetos do tipo “mão na massa”, na discussão de um tema que os alunos pesquisaram previamente, entre outras atividades.

Plataformas de ensino podem explorar ainda mais esse conceito ao disponibilizar, por exemplo, o conteúdo online para o aluno, auxiliar na contextualização dos conteúdos, abrir canais de comunicação, como fóruns de discussão, e até com a gamificação — em que a resolução de problemas é feita seguindo a dinâmica de um jogo.

A aprendizagem colaborativa vai estimular a comunicação, trabalho em grupo, liderança, criatividade e senso crítico dos estudantes.

Abertura para a participação da família

Não dá para falar no desenvolvimento socioemocional de crianças e jovens sem contar com a participação da família. Isso porque tudo o que eles aprendem e vivenciam na escola deve continuar em casa. Assim, é imprescindível que o programa pedagógico abra espaço para a participação de pais e responsáveis de modo que eles acompanhem a rotina escolar de seus filhos.

Dessa maneira, os professores podem propor atividades, inclusive online, que tenham a participação da família para que ela entenda as competências que estão sendo trabalhadas e incentive sua prática em casa. A escola precisa ainda manter um canal de comunicação aberto com os pais, incentivando-os, por exemplo, a participar das reuniões pedagógicas.

Professores e coordenadores devem se mostrar disponíveis para as famílias, para que, assim, possam trabalhar de forma conjunta — em caso de dificuldades da criança ou outro problema envolvendo o ambiente escolar.

Aulas e materiais adaptados para a nova geração

Se você quer trabalhar o desenvolvimento socioemocional dos estudantes, é crucial ter um sistema de ensino com soluções atualizadas e preparadas para atender a nova geração. Estamos falando de pessoas que já nasceram imersas na era tecnológica, ou seja, têm as informações na palma da mão e, portanto, não combinam mais com antigos modelos de ensino.

A escola precisa apostar em aulas e atividades dinâmicas que despertem e engajem seus alunos. Desse modo, é importante escolher livros didáticos que saibam “conversar” com esse público, ou seja, apresentam o conteúdo de uma maneira mais interessante e que faça sentido para o dia a dia do aluno.

Nesse contexto, não há como abrir mão da tecnologia. São recursos que, quando bem direcionados, podem fazer a diferença na sala de aula. Assim, a escola pode utilizar videoaulas, monitoria online e até jogos virtuais no processo de aprendizagem.

Para os professores, o mundo digital oferece a oportunidade de fazer o acompanhamento de cada aluno por meio de relatórios com análise de desempenho individual. É uma ferramenta que permite conhecer mais de perto as potencialidades e dificuldades de cada um, trabalhando de um modo personalizado em que toda a turma sai ganhando.

Programas inovadores

Seguindo a ideia de se adaptar à nova geração, as instituições de ensino precisam trabalhar em projetos inovadores. Um exemplo é o LIV (Laboratório Inteligência de Vida) — programa do grupo Eleva Educação — voltado para o desenvolvimento socioemocional dos alunos.

O programa, adaptado de acordo com a faixa etária, é baseado em quatro pilares da inteligência emocional:

  • autoconhecimento;
  • autocontrole;
  • empatia;
  • relacionamento.

E com o desenvolvimento de seis habilidades socioemocionais:

  • perseverança;
  • criatividade;
  • comunicação;
  • proatividade;
  • pensamento crítico;
  • colaboração.

O LIV acontece uma vez por semana dentro da grade curricular das escolas e consegue despertar o interesse dos estudantes com diferentes recursos — entre eles os audiovisuais. É um projeto em que o professor é um mediador de debates e atividades, e o aluno é encorajado a fazer experimentações, sem se preocupar com o certo ou errado.

Assim, as crianças e adolescentes — além de melhorar o rendimento acadêmico e o interesse pelo conhecimento — aprendem a se relacionar com as pessoas, com suas questões internas e também ficam cientes de seu papel como cidadãos. Estarão, portanto, mais preparados para enfrentar o futuro.

As escolas devem adotar sistemas de ensino que tenham um programa socioemocional estruturado, visando o desenvolvimento socioemocional dos alunos. As atividades devem proporcionar uma experiência diferenciada para formar adultos preparados para os desafios do século XXI.

Quer adotar em sua escola um sistema de ensino atualizado com as necessidades da nova geração? Entre em contato com o Eleva e fique por dentro dos diferenciais da nossa plataforma!

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