Educação inclusiva: conheça 3 ferramentas tecnológicas que ajudam na implementação

Educação inclusiva: conheça 3 ferramentas tecnológicas que ajudam na implementação
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Há alguns anos, o processo educacional favorecia apenas o público que não tinha limitações físicas ou intelectuais, mas essa realidade vem mudando, uma vez que é papel da escola garantir uma educação acessível para todos os perfis de alunos. Nesse contexto, não podemos deixar de citar a importância da tecnologia para a educação inclusiva, que traz novas possibilidades de ensino para todas as pessoas, independentemente das suas condições.

As crianças e adolescentes portadores de deficiência precisam de experiências de aprendizado que se adéquem às suas necessidades, somente dessa forma conseguirão obter um desenvolvimento pleno e atingir todo o seu potencial enquanto estudantes. Para tanto, é imprescindível que haja uma mudança de postura dos educadores e nos recursos utilizados pela instituição de ensino.

Quer saber mais sobre como a tecnologia pode ser uma grande aliada para promover a educação inclusiva? Confira, neste post, como ela beneficia a escola e os seus estudantes!

Quais são os principais desafios da educação inclusiva?

Desde 2003, não há mais diferenciação entre as escolas especiais e regulares. Isso porque, a partir das diretrizes do Portador de Necessidade Especial (PNE) ficou determinado que as instituições de ensino regulares devem receber os alunos com necessidades especiais. Segundo uma pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de matrículas de estudantes com algum tipo de deficiência aumentou 33,2% no Brasil entre 2014 e 2018, o que também trouxe novos desafios para a comunidade escolar em geral.

Muitas escolas ainda não estão preparadas para receber esse público adequadamente, tanto no que diz respeito à sua estrutura física quanto aos próprios processos de aprendizagem. Veja quais são as principais dificuldades para o ensino especial.

Infraestrutura inadequada

O espaço físico das escolas é um dos principais obstáculos para o acesso dos estudantes especiais, já que as adaptações, como construção de rampas, ajustes nos banheiros, elevadores e salas, exigem tempo e investimento financeiro por parte dos diretores. Porém, a execução dessas medidas é crucial para que os alunos especiais se sintam acolhidos e aceitos, assim como os demais.

Professores e funcionários sem formação especializada

Sem dúvidas, um dos pontos essenciais da implementação da educação especial é contar com professores e funcionários com formação específica para lidar com crianças e adolescentes portadores de deficiência. Com uma equipe bem preparada, a escola tem mais facilidade para integrar o aluno ao ambiente escolar e garante que as suas demandas sejam assistidas corretamente.

Todavia, há instituições de ensino que não preenchem esse requisito, o que se deve ao fato de não investir na formação continuada dos seus educadores e colaboradores. Esse processo é indispensável para que os professores atualizem e acumulem conhecimentos, e estejam aptos a construir experiências na prática.

Falta de tecnologia

O uso da tecnologia nas escolas tem se tornado imperativo, a fim de acompanhar a transformação digital e as características da nova geração de jovens. Mas, de nada adianta apenas disponibilizar ferramentas modernas na escola, é preciso assegurar que elas também possam ser utilizadas pelos alunos com deficiência.

Por meio da tecnologia assistiva, como programas que ajudam na comunicação, a inclusão ganha eficiência e ajuda a explorar todo o potencial dos alunos, tendo em vista que permite que todos acessem os mesmos recursos e, portanto, participem das aulas de forma igualitária.

Como a tecnologia melhora a educação inclusiva?

Equivocadamente, muita gente ainda acredita que a tecnologia é nociva para os estudantes, podendo causar falta de concentração, entre outros malefícios. De fato, quando usadas excessivamente e sem monitoramento, as ferramentas tecnológicas se tornam perigosas para a saúde dos jovens, mas quando fazem parte de um planejamento de ensino, são capazes de potencializar o aprendizado.

Além disso, os elementos tecnológicos são extremamente benéficos para os discentes que apresentam limitações físicas ou intelectuais, já que trazem autonomia para que executem as suas atividades. Acompanhe esses e outros benefícios da tecnologia para educação inclusiva.

Estimula a comunicação entre os alunos

Os diversos dispositivos e plataformas digitais ampliam as possibilidades de comunicação. Por meio deles, os alunos podem dialogar, trocar ideias e experiências sobre os temas lecionados, o que permite uma maior interação e integração entre a turma e, consequentemente, melhora a assimilação dos conteúdos.

Promove aprendizados diferenciados

Trabalhar diferentes habilidades e competências, como raciocínio lógico, interação social e empatia durante as aulas é substancial para o desenvolvimento completo do aluno. Contudo, na sala de aula tradicional, muitas vezes essas questões são negligenciadas, já as metodologias tecnológicas costumam priorizar esses pontos, contribuindo para o crescimento do estudante.

Trabalha o respeito e aceitação pela diversidade

É necessário ter em mente que cada pessoa tem necessidades únicas e por isso é normal que não aprendam no mesmo ritmo. Utilizar mecanismos que forcem a aprendizagem no mesmo nível e no mesmo tempo é uma estratégia ineficiente, que prejudica os discentes, principalmente, aqueles que têm limitações específicas.

Nesse sentido, a educação inclusiva e pautada pela tecnologia permite que os alunos determinem o seu próprio ritmo de aprendizagem. Além disso, vale ressaltar que dentro de uma sala de aula há diferentes tipos de inteligência, pois enquanto alguns estudantes aprendem melhor por meio da audição, outros absorvem o conteúdo com atividades práticas. Atualmente, existem muitas tecnologias educativas que combinam esses fatores — aspecto que favorece o respeito e aceitação pela diversidade.

Incentiva o protagonismo do aluno

O formato convencional de aula, em que o professor é o único responsável pela transmissão de conhecimento, faz com que ele assuma uma posição inatingível e até mesmo pouco democrática. Por sua vez, a adoção de metodologias que utilizam a tecnologia torna o aprendizado mais horizontal e incentiva o protagonismo dos alunos, pois todos têm liberdade para compartilhar as suas impressões sobre a disciplina e o educador passa a atuar como mediador do processo de aprendizado.

Quais tecnologias estão ajudando na inclusão na sala de aula?

Geralmente, o estudante com deficiência tende a se concentrar mais e melhorar a sua performance quando entra em contato com recursos que suprem as suas necessidades e o estimulam da maneira adequada. No universo tecnológico, a escola encontra inúmeras alternativas que permitem o despertar de múltiplos estímulos. Conheça quatro ferramentas úteis para a educação inclusiva.

1. Dosvox

Basicamente, o Dosvox é um sistema de computação que possibilita aos deficientes visuais usar o computador comum para estudar, pesquisar e fazer trabalhos de forma independente. O estudante pode comandar a máquina por meio de síntese de voz, sem ter que solicitar a ajuda de terceiros para realizar as suas atividades.

2. Player Rybná

Trata-se de uma plataforma voltada para as pessoas com deficiências motoras, visuais, auditivas ou que tenham dificuldades para ler. Isso é possível porque a ferramenta converte todo o tipo de artigos e documentos escritos na língua portuguesa para Libras e lê o texto em voz alta.

3. Classic Tobii Gaze Interaction Software

É um aplicativo que pode ser acessado pelo movimento dos olhos, tendo como finalidade facilitar a vida dos alunos que têm deficiências motoras consideradas severas. Ele funciona a partir de um rastreador ocular, que dá acesso total ao computador, dispensando o uso de teclado e mouse.

Como você pode perceber, a tecnologia para educação inclusiva, a adequação da estrutura física e a capacitação dos professores tornam a escola um ambiente mais atrativo e acolhedor para o aluno com necessidade especial. Ao aderir e colocar em prática metodologias que estão amparadas pelos recursos tecnológicos, a instituição de ensino assegura que todos tenham as mesmas oportunidades de aprendizagem.

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