Geração Y e geração Z: como lidar com as diferenças na educação?

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Os educadores que atuam no cenário pedagógico há alguns anos certamente já notaram as diferenças que a geração Y e geração Z apresentam entre si. Mesmo que uma tenha vindo após a outra, as distinções de comportamento são claras e influenciam as dinâmicas educacionais.

Para os professores e diretores, que fazem parte da geração Y, é essencial ter uma compreensão ampla das características da geração dos alunos. Dessa forma, fica mais fácil adaptar a linguagem e usar as ferramentas certas para gerar engajamento e aprendizado.

Para ajudar você, elaboramos este conteúdo com um panorama sobre essas duas gerações. Vamos mostrar também como profissionais da educação podem lidar com as diferenças e desafios no ambiente escolar. Continue a leitura e confira!

Quais são as características da geração Y e geração Z?

Com objetivo de criar uma compreensão mais aprofundada de cada época, estudiosos da sociologia vêm categorizando as últimas gerações considerando a data de nascimento.

A geração Y engloba os nascidos entre meados de 1980 e 1995. Essa é chamada também de geração millennial, já que foi marcada pelas transformações da virada do milênio, como a internet e a expansão da globalização. Mesmo assim, essa ainda é uma geração que recebeu um ensino mais tradicional, principalmente porque as tecnologias ainda não eram acessíveis para a maioria da população.

Ao se tornarem jovens e adultos, com o acesso à informação e a maior segurança financeira e política no mundo, a geração Y se tornou mais flexível que as anteriores. Em vez de buscarem um emprego fixo para a vida toda, eles são mais movidos pelos desafios e se preocupam mais com a qualidade de vida.

Por mais que os millennials não estejam mais nas carteiras escolares, muitos deles já voltaram ao ambiente escolar como docentes. São jovens professores que estão entre os 25 e 40 anos e lidam diretamente com alunos da geração Z.

A geração Z, por sua vez, reúne os nascidos a partir de 1995 até 2010. Grande parte das pessoas já nasceu em um contexto completamente digital, o que interfere de forma significativa nas práticas e nas preferências.

A GenZ está nas salas de aula e traz novos desafios para o processo de aprendizagem. Eles são completamente conectados em suas vidas pessoais, por isso, é impossível querer seguir com formatos tradicionais de ensino que não consideram a tecnologia.

Além disso, a nova geração é marcada pela atenção dada a questões como identidade de gênero, sustentabilidade, cuidado com o meio ambiente e movimentos sociais de apoio às minorias. Eles são mais ativos, querem ter sua voz ouvida nos espaços que frequentam – por isso, mesmo são tão ligados às redes sociais.

Outras características da geração Z envolvem o imediatismo e a ansiedade – causados pela instantaneidade da internet que nem sempre se repete na rotina. A atenção também é um desafio, tornando necessário estratégias para conseguir atrair o foco dos alunos nas salas de aula.

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Como educadores podem lidar com as diferenças entre as gerações?

Geração Y e geração Z convivem atualmente na comunidade escolar, sejam nas relações entre pais e filhos ou professores e alunos. Saber lidar com as diferenças geracionais é o caminho para evitar conflitos, alcançar harmonia no ambiente e proporcionar uma aprendizagem mais completa e prazerosa para os estudantes. Veja a seguir as dicas que separamos.

Compreensão das diferenças e das demandas

O primeiro passo para lidar com o perfil dos novos alunos e conciliar as diferenças entre a geração Y e geração Z é ter uma visão clara das particularidades de cada grupo.

A verdade é que muitos educadores ainda têm uma lacuna nesse tipo de conhecimento. Por isso, muitos não percebem que diversos conflitos da sala de aula têm a ver com as divergências no modo de compreender o mundo que cada geração tem.

Os professores devem entender as diferentes demandas que os alunos atuais têm. Podemos citar como exemplo o desejo de ter voz ativa e participação em sala de aula, a vontade de integrar os dispositivos tecnológicos e de falar de temas que fazem parte do dia a dia e dos interesses pessoais.

Desenvolvimento de novos métodos

Os métodos de ensino-aprendizagem precisam ser adaptados para esse novo momento. Felizmente, hoje os professores contam com inúmeras possibilidades, tanto no sentido de metodologias quanto de ferramentas.

Muitas escolas já têm adotado a cultura maker na educação, uma filosofia de ensino que incentiva a participação dos alunos em sua aprendizagem. Eles são convidados a “colocar a mão na massa”, dando ideias, usando a criatividade e conduzindo suas próprias experiências. Esse tipo de método garante total engajamento, prendendo a atenção ao mesmo tempo que provoca satisfação nos estudantes.

A inserção da música e da lógica dos games são outras possibilidades de metodologias inovadoras e atrativas. Os alunos desenvolvem habilidades motoras, sociais, emocionais, de lógica e de criação. Com a gamificação, as metas, regras e competitividade saudável geram motivação e diversão para assimilar conteúdos de forma leve.

Uso de recursos para mediar a convivência

Mais uma forma de aproximar a geração X da geração Y é por meio dos recursos tecnológicos. Basta imaginar que a GenZ já está totalmente adaptada às plataformas digitais e redes sociais para notar como essas ferramentas podem dar certo no ambiente escolar.

Se antes os educadores viam a tecnologia como uma competidora da atenção na sala de aula, está na hora de mudar o mindset. Perceber os recursos tecnológicos como aliados da aprendizagem é a melhor forma de lidar tanto com a transformação digital quanto com as exigências e preferências dos estudantes.

Por isso, plataformas de aprendizagem, games, redes sociais e outros recursos devem ser inseridos de forma natural nas iniciativas pedagógicas. Os professores devem entender o funcionamento dos recursos e mostrar que é possível usá-los para aprender de modo mais contextualizado e, até mesmo, divertido.

Esperamos que este conteúdo tenha ajudado você a perceber como a geração Y e a geração Z podem manter relações de ensino e aprendizagem mais saudáveis e produtivas. A compreensão do cenário e dos desafios geracionais é essencial para garantir mais harmonia no ambiente escolar e eficiência nas práticas pedagógicas.

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