O que são os itinerários formativos e como eles funcionam?

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Aprovada em 2018, a reforma do Ensino Médio tem como uma das principais novidades os itinerários formativos. A medida prevê que 60% do currículo dessa fase seja definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e 40% seja estabelecido conforme as necessidades e contexto locais.

Os itinerários formativos entrarão em vigor a partir de 2021. Assim sendo, é imprescindível que o diretor escolar e os professores estejam devidamente preparados para ajudar os alunos a escolher corretamente as matérias em que desejam se aprofundar. É necessário fornecer subsídios para que os estudantes saibam lidar com esse novo cenário.

Quer saber mais? Confira, neste post, tudo o que a sua escola deve saber sobre itinerários formativos!

O que são itinerários formativos?

Trata-se da flexibilidade do currículo escolar originada pela da reforma do Ensino Médio. No ano que vem, os alunos poderão decidir em quais áreas de conhecimentos querem se aprofundar, ou seja, dedicar mais tempo de aprendizado na sua grade de ensino. Ao todo, há cinco itinerários formativos:

  • Matemática e suas Tecnologias;
  • Linguagens e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Formação Técnica e Profissional.

No entanto, as instituições de ensino não são obrigadas a disponibilizar todos os percursos, nem oferecer a opção de aprofundamento desde o primeiro ano. As escolas podem selecionar as alternativas levando em consideração a relevância que elas apresentam dentro do contexto local, bem como as características e possibilidades encontradas na rede em que atuam. Quando a escola disponibiliza mais de um percurso, o estudante pode escolher mais de uma área, que poderão ser cursadas simultaneamente ou de forma sequencial.

Qual o objetivo dos itinerários formativos?

A criação dos itinerários formativos tem como objetivo permitir que os alunos aprofundem os seus conhecimentos, escolhendo as áreas que mais despertam o seu interesse. Com isso, eles poderão ter uma visão de mundo mais ampla e heterogênea, o que traz facilidade para tomar decisões nas mais diversas situações, tanto no ambiente escolar quanto na vida.

Dessa forma, acontece a consolidação da formação integral dos estudantes, visto que a iniciativa os ajuda a desenvolver autonomia, que é essencial para conduzir os seus projetos de vida. Além disso, existe a possibilidade de obter habilitações de formação técnica e profissional com certificação — condição que estimula os jovens a frequentar a escola e melhorar a sua aprendizagem.

Quais são os tipos de itinerários formativos?

Basicamente, os itinerários formativos são divididos em três: área de conhecimento; formação técnica e profissional; e integrado. Cada um deles funciona de uma forma diferente, como a seguir.

Área de conhecimento

É a categoria em que os estudantes podem escolher em quais áreas de conhecimento e aplicações desejam se aprofundar. Os itinerários disponíveis são:

  • Matemática;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e Sociais aplicadas:
  • Linguagens e suas Tecnologias.

Formação técnica e profissional

Essa é a opção mais recomendada para os estudantes que almejam sair da escola preparados para o mercado de trabalho. Nesse caso, os itinerários disponíveis são:

  • habilitação profissional técnica de nível médio com certificação do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT);
  • qualificação profissional, em que o aluno desenvolve competências para o perfil profissional relacionado ao Catálogo Brasileiro de Ocupações (CBO);
  • formação experimental, que não tem reconhecimento formal, mas entre 5 e 6 anos para ser incluído no CNCT.

Integrado

A alternativa oferece itinerários formativos integrados, que permitem aliar mais de uma área de conhecimento ou até mesmo combinar uma área de conhecimento com uma opção de formação técnica e profissional, o que expande os conhecimentos e competências do estudante.

O que considerar na elaboração dos itinerários formativos?

Os diretores e professores terão a responsabilidade de orientar os alunos a escolherem os seus itinerários formativos. Nesse sentido, a equipe escolar deve elaborar propostas atrativas e apresentá-las aos discentes para que reflitam sobre as suas aptidões, interesses e objetivos e, a partir daí, decidam qual área selecionar. Acompanhe o que considerar para elaborar os itinerários formativos.

Demandas e necessidades do mundo contemporâneo

Uma das maiores finalidades dos itinerários formativos é promover o protagonismo juvenil. Para tanto, é crucial que as escolas escutem os seus jovens para entender o contexto em que estão inseridos e possam oferecer itinerários condizentes com as suas necessidades e pretensões.

Na sequência, é indicado preparar uma pesquisa com perguntas bem fundamentadas para compreender os conhecimentos dos estudantes e em quais áreas gostariam de se aprofundar. A pesquisa deve ser amplamente divulgada para que todos tenham a oportunidade de participar.

Diagnóstico da rede

O segundo passo consiste em analisar as capacidades físicas, operacionais e organizacionais da rede, além de verificar as dinâmicas econômica e territorial, e a capacidade de articulação e mobilização da escola. Essa ação ajuda na construção de um Ensino Médio adequado à realidade local.

Comece mapeando as ofertas da sua rede, como quais itinerários formativos a escola tem condições de oferecer. Em seguida, avalie a estrutura física da instituição de ensino e o que será preciso modificar para atender aos cursos disponibilizados. Estude a capacidade financeira da escola e projete os investimentos necessários para implementar os itinerários formativos. Ainda, é preciso conhecer a formação do corpo docente para determinar para qual área cada professor poderá ser relacionado.

Governança e planejamento

É fundamental organizar e articular a comunidade escolar para realizar a implementação dos itinerários formativos. Isso inclui definir com clareza uma governança, com instância consultiva, deliberativa e gestora para organizar e comandar os processos da proposta.

O ideal é que a escola mapeie quais profissionais estão qualificados para trabalhar com a implementação, e órgãos governamentais ou não que podem dar apoio para o processo, uma vez que é possível fazer parcerias com iniciativas externas para estruturar os itinerários.

Segundo os referenciais para a construção dos itinerários formativos, que foram publicados no Diário Oficial da União, as escolas devem se basear em investigação científica, processos criativos, mediação e intervenção sociocultural e empreendedorismo. Desse modo, será possível entender melhor as demandas do ambiente escolar e oferecer áreas de conhecimento e de qualificação profissional que realmente engajem os estudantes. Tudo isso contribui de forma que a migração para o novo sistema seja bem-sucedida para a escola e os alunos.

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