Nova BNCC do Ensino Médio: veja quais as novas diretrizes

Nova BNCC do Ensino Médio: veja quais as novas diretrizes
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A educação brasileira tem passado por diversas transformações, tendo como finalidade se adequar às características e à realidade da juventude atual. E uma das principais mudanças é a nova BNCC Ensino Médio, que foi organizada por áreas de conhecimento — fator que contribui para que o ensino seja encarado de uma forma menos isolada, estimulando a integração das disciplinas.

A proposta da Base Nacional Comum Curricular traz uma série de desafios para as escolas e educadores, que terão que repensar o processo de aprendizagem e levar em consideração o protagonismo do aluno.

Inicialmente, o prazo para a implementação completa do projeto era até 2022, mas em decorrência da pandemia de coronavírus e da necessidade de replanejar aulas remotas, a tendência é que a adequação demande mais tempo.

Quer entender como funciona o formato proposto? Veja, neste post, as diretrizes definidas pela BNCC e que devem ser implementadas em todas as instituições de ensino!

Quais são as diretrizes do nova BNCC?

Aprovada em 2018, a BNCC para Ensino Médio foi pensada com o intuito de contemplar os elementos cognitivos, pessoais e sociais que fazem parte do aprendizado a ser desenvolvido pelos alunos. O documento orienta o trabalho das escolas e da equipe pedagógica, que já era discutido desde 1996, quando foi criada uma base comum para a educação básica.

A intenção do projeto não é que as escolas tenham que planejar aulas especificamente para atender as competências defendidas pela BNCC, mas sim, que elas promovam uma aprendizagem alinhada às habilidades que fazem parte de cada área de conhecimento.

Confira, a seguir, as alterações propostas para que isso ocorra na prática.

Formação geral básica

Hoje, os alunos que se formam no Ensino Médio precisam cumprir uma carga horária de 2.400 horas. A partir da modificação, as instituições de ensino terão que seguir uma carga horária de 3.000 horas, em que 1.800 são destinadas à formação geral básica e as outras 1.200 contemplam os itinerários formativos.

Além disso, a formação geral básica se caracteriza por estabelecer um conjunto de competências e habilidades cruciais para o estudo dos adolescentes no decorrer dos três anos do segmento, que são trabalhadas em quatro áreas de conhecimento:

  • Linguagens e suas Tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Matemática e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

Vale ressaltar que a formação poderá ser organizada de acordo com as características da escola, mas é preciso incluir as disciplinas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Matemática em todos os anos e assegurar o cumprimento das 1.800 horas exigidas.

Grade curricular

Com exceção das três disciplinas obrigatórias em todos os períodos do Ensino Médio, as demais áreas de conhecimento que formam a grade curricular poderão ser distribuídas conforme o entendimento do aluno e da escola. Assim, elas podem ser estudadas em um único ano, em dois ou três anos, trazendo autonomia para os estudantes.

Itinerários formativos

Os itinerários formativos são a parte flexível do currículo da BNCC, cuja função é possibilitar ao discente a escolha de quais assuntos desejam se aprofundar. Eles envolvem as áreas de conhecimento gerais, mais formação técnica e profissional, que também podem ser combinadas de maneira integrada.

É necessário que esse currículo seja desenvolvido com base nos quatro eixos estruturantes. São eles: investigação científica; intervenção sociocultural; processos criativos e mediação; e empreendedorismo. Com isso, a escola garante que o indivíduo tenha uma formação de qualidade enquanto estudante, cidadão e futuro profissional.

Material didático

O material didático selecionado pelas instituições de ensino é de suma importância, pois servem de apoio aos professores para o planejamento e condução das aulas. Diante disso, é recomendado tomar alguns cuidados na escolha do material que será utilizado.

A escola deve optar por materiais elaborados de acordo com as diretrizes da BNCC, ou seja, que respeitem as aprendizagens, competências e habilidades previstas no documento, facilitando a adaptação dos educadores e discentes ao novo formato de ensino.

Uso da tecnologia

A tecnologia é um dos pilares da implementação da BNCC nas escolas, devendo ser adicionada à rotina vivenciada na sala de aula. Contudo, os gestores e educadores precisam ter em mente que os recursos tecnológicos adotados precisam estar em concordância com os conteúdos que serão lecionados.

Para planejar as aulas, sejam elas presenciais ou remotas, a equipe pedagógica deve criar atividades que envolvam o uso de tecnologias, pois essa é uma das habilidades que compõem o novo currículo e que ajuda os alunos a lidar com os desafios da aprendizagem e da vida.

Quais são os benefícios da nova proposta de ensino?

Assim como tem desafiado as escolas, as diretrizes da BNCC também geram uma série de benefícios para a comunidade escolar e seus membros. Entre eles está a oportunidade de construir um currículo de aprendizagem contextualizado, que pode incluir a história e a cultura da região, por exemplo.

Como o uso da tecnologia é uma das premissas do Novo Ensino Médio, isso contribui para um ensino atualizado e capaz de fornecer os saberes exigidos na sociedade contemporânea. Assim, permite uma formação moderna e que prepara o estudante para o mercado de trabalho.

Outro ponto positivo é o fato de a proposta estimular a formação integral do aluno, já que trabalha tanto questões cognitivas quanto habilidades socioemocionais. Assim, o jovem desenvolve a sua criatividade, colaboração, pensamento crítico, comunicação e resiliência.

Como se adaptar ao Novo Ensino Médio?

Para colocar em práticas as mudanças na estrutura curricular, é imprescindível alterar a organização da instituição de ensino. Antes de tudo, é preciso fazer um estudo detalhado da BNCC, a fim de compreender os referenciais legais que embasam o documento.

Na sequência, é indicado fazer uma análise da estrutura da escola e do corpo docente para identificar o que precisa ser modificado para atender à proposta. Nessa etapa, deve-se considerar:

  • a composição do currículo determinado no Projeto Político Pedagógico da escola;
  • as necessidades e competências exigidas pelos educadores;
  • a estrutura física e recursos tecnológicos disponíveis, que vão desde as salas de aula até equipamentos que viabilizam a execução das práticas educacionais;
  • o orçamento para financiar a alteração para o novo formato.

Feito isso, o gestor escolar e sua equipe estão prontos para construir o planejamento com a ações de mudança, que deve apontar todos os pontos que serão alterados, definir os responsáveis por cada etapa e envolver toda a comunidade escolar, informando o que será feito e os prazos estabelecidos.

No que diz respeito à reelaboração do currículo, as escolas devem seguir as normas do MEC e secretarias estaduais de educação. No geral, indica-se revisar a proposta pedagógica, buscar referência do que já está funcionando, ajustar a carga horária, estruturar os currículos e adequar e validar os objetivos do Projeto Político Pedagógico.

Como você viu, a nova BNCC Ensino Médio tem como missão tornar a aprendizagem mais atrativa, uma vez que engloba as demandas da geração atual de estudantes e ainda oferece autonomia aos jovens para que eles direcionem seus estudos de acordo com seus interesses.

Contar com as parcerias certas faz toda a diferença para ser bem-sucedido nesse processo de adaptação. Nesse sentido, saiba que a Plataforma Eleva lançará no dia 14 de abril o Novo Ensino Médio, que apresenta uma formação geral básica robusta e oferece um olhar do mercado de trabalho aos estudantes por meio dos itinerários formativos, que foram desenvolvidos em conjunto com Eduardo Deschamps, presidente do Conselho Nacional de Educação entre 2016 e 2018, e os nossos professores.

Também disponibilizamos diversas trilhas para o ensino presencial e híbrido, e o LIV, que se destaca como ferramenta para o projeto de vida. Ele tem como foco garantir o protagonismo dos alunos, orientando-os sobre as suas escolhas pessoais e profissionais.

Quanto mais informações você tiver, mais facilidade terá para passar por essa transição. Baixe o nosso e-book sobre e BNCC agora mesmo e entenda o que vai mudar na educação!