Cultura maker menina desenhando um projeto que irá realizar

Aprender a partir de uma perspectiva prática — esse é o intuito da cultura maker, um movimento que incentiva a “mão na massa” e começa a se tornar tendência também nas escolas. A ideia é que o ensino seja baseado na experiência do aluno, que passa a se tornar protagonista do processo, pode desenvolver sua criatividade, senso crítico e também o trabalho em equipe.

É uma maneira inovadora de engajar o estudante na aquisição do conhecimento com a integração de diversas disciplinas e com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

Mas você sabe como implantar o conceito em sala de aula? Acompanhe nosso post e conheça melhor o que é a cultura maker, algumas ideias para colocá-la em prática e os benefícios dessa tendência para seus alunos! Boa leitura!

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Afinal, o que é cultura maker?

A cultura ou movimento maker parte da ideia do “DIY (Do It Yourself)” ou “Faça Você Mesmo” — que você já deve ter visto em diferentes tutorais na Internet. Inicialmente, a ideia ficou mais concentrada em laboratórios e na criação de tecnologias — mas hoje seu conceito já é uma realidade também em muitas escolas.

Em vez de centrar o aprendizado apenas na teoria, professores podem propor experimentações aos alunos e, desse modo, explorar sua criatividade, raciocínio e planejamento. É uma atividade em que é permitido tentativas e erros até que o aluno possa acertar.

Trata-se de uma maneira inovadora de aprender — em que crianças e jovens podem trabalhar em grupo para fabricar, consertar e modificar diversos objetivos. É uma oportunidade para que eles sejam desafiados a propor soluções para diferentes problemas e a enxergar conceitos além do ponto de vista comum.

Como colocar essa tendência em prática?

O ideal é que as escolas façam um planejamento das atividades que serão baseadas na cultura maker e, se possível, tenham um local dedicado para a realização dessas experiências — um espaço ou laboratório maker.

Hoje, é possível desenvolver vários projetos com o uso de impressoras 3D, que estão mais acessíveis, cortadores a laser ou até mesmo kits de robótica ou de programação.

No entanto, não precisa de todo esse aparato para implantar a ideia do “aprender fazendo”! Você pode colocar a cultura maker em prática na sala de aula mesmo, formando, por exemplo, uma grande bancada com as carteiras e sem precisar de muitos recursos ou tecnologias.

Acompanhe, a seguir, algumas ideias para que os alunos coloquem a mão na massa com a utilização de materiais simples:

  • montagem de objetos com o uso de sucatas — como garrafas PET, caixas de leite, jornal, papelão, barbante etc.;
  • criação de uma horta comunitária na escola;
  • projetos de reaproveitamento de água da chuva;
  • montagem de maquetes com materiais diversos;
  • aparatos de marcenaria;
  • utilização de blocos de montar para criar mini cidades;
  • criação e edição de vídeos com o uso do celular.

O importante é propor projetos interdisciplinares de acordo com a faixa etária dos alunos para incentivar sua participação efetiva.

Além disso, a ideia é a realização de um trabalho conjunto, por isso, cabe ao professor elaborar um roteiro, guiar o projeto, instigando a turma com perguntas e garantindo o envolvimento dos alunos em todas as etapas.

Por que sua escola deve investir nessa ideia?

A adoção de projetos baseados na cultura maker pode trazer uma série de benefícios para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos seus alunos. Confira!

Propicia o aprendizado na brincadeira

Promover o aprendizado centrado na prática — por meio de materiais diferentes e com a participação de todos — vai se tornar uma brincadeira.

São projetos em que o professor consegue envolver a turma, desenvolver habilidades e instigar a curiosidade dos alunos — que terão prazer em ir à escola e participar das atividades propostas.

Desenvolve a autonomia

O conhecimento deixa de ser transmitido pelo professor para um grupo de estudantes enfileirados em suas carteiras. Quem vai atrás dos conceitos, levanta hipóteses e faz experimentações são os próprios alunos — protagonistas de todo o processo na cultura maker.

Dessa forma, são projetos que desenvolvem a autonomia de crianças e jovens e mostram que eles são capazes de criar objetos, fazer descobertas e buscar o conhecimento.

Incentiva a cuidar melhor do meio ambiente

A criação de uma horta comunitária, plantação de mudas de árvores ou ainda o uso de sucatas na fabricação de materiais — além de promover o aprendizado e o trabalho colaborativo — vai despertar nos alunos a noção de que é importante preservar os recursos naturais e reciclar o lixo, por exemplo.

São lições que vão modificar os hábitos das crianças em casa e na escola, influenciar seus familiares e prepará-las para serem cidadãos conscientes.

Exercita a criatividade

Quando a escola abre um espaço para experimentações, os alunos podem explorar a criatividade ao procurar soluções diferentes para cada projeto. Assim, a sala de aula torna-se um espaço onde ele pode desenvolver diversas aptidões e até mesmo descobrir talentos.

Melhora a cooperação entre os colegas

Os projetos são elaborados em grupo, o que melhora a cooperação entre os colegas. Eles desenvolvem a empatia e percebem a importância do trabalho em equipe.

Além disso, aprendem a se comunicar melhor e conseguem ouvir opiniões diversas para chegar a um consenso. Entendem ainda a necessidade da ajuda mútua para que se obtenha melhores resultados.

Prepara para a vida

Por fim, é importante destacar que as atividades baseadas na ideia de cultura maker vão preparar o aluno para a vida — pois trabalha as habilidades socioemocionais.

Ele aprende a ter autonomia para correr atrás de seus objetivos, consegue “pensar fora da caixa”, trabalhar em equipe e sabe que todo mundo está sujeito a erros.

O processo de aprendizagem pode ser bastante dinâmico e atrair a atenção dos alunos de diferentes faixas etárias. O importante é buscar formas inovadoras de envolvê-los — como a cultura maker — incentivando, assim, sua autonomia e criatividade com o “aprender fazendo”.

Gostou de conhecer esse conceito? Então, compartilhe este post em suas redes sociais para que mais pessoas conheçam os benefícios de implantar projetos baseados na cultura maker!

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