18 perguntas e respostas sobre o bullying

18 perguntas e respostas sobre o bullying
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Na atualidade, as escolas e as famílias têm enfrentado um grave problema que afeta diretamente crianças e adolescentes: o bullying. Esse é o termo que define um tipo de comportamento agressivo, o qual pode desencadear sérios problemas físicos e emocionais, tanto para as vítimas de bullying quanto para os agressores.

Nas escolas brasileiras, cerca de um entre dez alunos se torna vítima de bullying . Segundo esses dados divulgados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) em 2015, aproximadamente 17,5% dos alunos na faixa etária dos 15 anos têm sofrido com essa disfunção.

Geralmente, essa conduta indesejável vem acompanhada de um descontrole emocional e tem tendência a se repetir — entre as mesmas pessoas e em situações diferentes. Portanto, esse assunto tem a capacidade de influenciar negativamente a experiência escolar dos alunos, bem como desestabilizar a relação entre as famílias e os pontos de contato no colégio.

Neste post, você vai poder tirar as suas principais dúvidas com 18 perguntas e respostas sobre essa prática repreensível, além de aprender como evitar que ela faça parte da rotina dos estudantes. Confira!

 

O que é bullying?

O bullying pode ser definido como uma conduta agressiva e intencional que tem o objetivo de afetar as vítimas por meio de provocações, insultos — verbais ou virtuais — ou até mesmo violência física. Os ataques estão presentes em qualquer contexto social e acontecem repetidas vezes contra um determinado grupo de pessoas ou indivíduo que apresente alguma vulnerabilidade ao agressor.

Os assédios podem ocorrer de diversas formas, seja como uma ameaça, intimidação, humilhação ou maus-tratos. Eles acontecem de modo a causar dor e angústia no alvo, que, no nesse caso, pode sofrer danos permanentes em sua condição física e ou emocional.

Quando e como surgiu essa prática?

O bullying não é um comportamento que começou a se desenvolver recentemente. Na verdade, a prática desses atos sempre esteve presente de alguma maneira nas sociedades. No entanto, o que é mais recente é a categorização dos tipos de bullying e como ele continua evoluindo.

Por meio de estudos entre pacientes com tendências suicidas, foi possível identificar que a maioria dos enfermos tinha sofrido algum dano emocional relacionado a essa prática. Por isso, essas tendências a prejudicar as pessoas foram identificadas como a raiz de um problema maior que precisa ser combatido.

Quais são as consequências para o aluno que é alvo?

O bullying traz graves consequências emocionais para as vítimas, especialmente quando a intervenção demora a chegar. Abusos sofridos em segredo geram uma constante sensação de medo que pode afastar o aluno da escola. Isso tem grandes chances de resultar não só na queda de rendimento, mas também no próprio abandono escolar.

Além disso, as consequências psicológicas podem ser ainda mais profundas. Ser frequentemente agredido e humilhado tem influência sobre a autoestima do estudante que é alvo de bullying. Alguns passam a concordar invulneravelmente com as ofensas, o que impede uma reação defensiva e prolonga o silêncio em torno do que está se passando.

Há, também, a possibilidade de que o alvo se transforme em agressor. Provocar em colegas mais indefesos uma angústia similar à que vêm enfrentando é a maneira que algumas vítimas de bullying encontram de se libertar daquela situação, ainda que isso signifique apenas dar continuidade do mesmo ciclo vicioso.

Como o bullying afeta a saúde de quem sofre os ataques?

Para quem passa por essa situação, os danos podem ser de diversas proporções e atingir todas as áreas da vida de uma pessoa. Geralmente, o rendimento escolar pode ter uma alteração drástica. Além disso, os laços de amizade e com a família podem ficar abalados.

Com isso, o estado emocional fragilizado pode favorecer o surgimento de diferentes doenças em qualquer um dos sistemas que constituem o corpo humano. É possível que doenças psicossomáticas sejam desencadeadas pelo sofrimento com o bullying, além de gerar traumas que influenciam diretamente a personalidade da vítima de bullying.

Nesse caso, o simples ato de ir à escola passa a gerar um estresse tão elevado que a vítima de bullying pode sentir dores de cabeça, no estômago e ou ter tontura, sintomas que derivam do desconforto de estar em um local ameaçador. Com o tempo, doenças mais graves podem se desenvolver, como distúrbios alimentares e gastrite.

Como identificar o alvo do bullying?

O bullying envolve um desequilíbrio de poder entre aquele que intimida e o alvo da intimidação. Com isso, as pessoas diferentes de seus pares são, em grande maioria, as escolhidas para sofrer bullying.

Portanto, a tendência é que essa violência aconteça com aqueles que tenham algum diferencial — seja ela físico, étnico, religioso ou cultural — e que esteja em menor número em relação aos demais. Alunos com baixa autoestima e personalidade introvertida também costumam ser escolhidos como alvo, uma vez que têm mais dificuldade em reportar as agressões.

Como reconhecer os agressores?

Normalmente, os agressores são pessoas que têm certas características e tipos de personalidades em comum. Eles levam vantagem na força física e, com arrogância e prepotência, buscam atingir os alunos considerados mais fracos.

Praticantes de bullying gostam de sentirem-se poderosos e de se autopromover. Esse comportamento é ideal para favorecer a falta de empatia pelos colegas e também a ausência de limites entre o que é certo e errado. Além disso, esses episódios agressivos contribuem para que os praticantes sintam prazer na dor física e emocional que causam no outro.

Entretanto, é importante entender que esses alunos também precisam de ajuda. Muitas vezes, a prática de atos violentos no ambiente escolar é um reflexo da violência sofrida ou presenciada por esses estudantes no seio familiar.

O espectador também tem participação no bullying?

Ao contrário do que pode parecer, o bullying não envolve apenas o agressor e o alvo. No ambiente escolar, é muito difícil que tal situação passe completamente despercebida pelos outros alunos, que acabam por se tornar testemunhas.

Quando esses espectadores se limitam a observar sem tomar uma atitude — seja posicionando-se a favor da vítima ou relatando o fato a algum adulto responsável — eles contribuem para que o conflito persista. A participação do espectador pode ser ainda pior quando ele, mesmo não praticando o bullying, passa a apoiar e incentivar as agressões.

O que é pior: agressão física ou agressão moral?

Cada tipo de agressão deixa sérias sequelas. No caso, a agressão física deixa resultados mais visíveis, o que faz com que ela seja percebida pelas pessoas ao redor e, desse modo, encarada e enfrentada de forma mais rápida.

18 perguntas e respostas sobre o bullying

No entanto, a agressão moral tem o potencial de causar danos emocionais que, a longo prazo, podem ter consequências tão ou mais sérias quanto a agressão física — como a depressão, transtornos de ansiedade, síndrome do pânico, dentre outros. Isso porque, infelizmente, existe uma cultura de se relevar xingamentos e piadas de mau gosto, o que dificulta a intervenção necessária em casos de bullying desse tipo.

Quais são os atos cometidos na prática de bullying?

São muitas as ações praticadas pelos agressores contra suas vítimas. Quando se trata de agressão física, podem acontecer socos, empurrões, tapas, chutes, beliscões, puxões de cabelo, entre outros atos violentos. Quando esse tipo de assédio é voltado para o lado sexual — como pode ocorrer com adolescentes — importunações como toques não consensuais são comuns.

Em relação à agressão moral, a vítima é atingida com apelidos, xingamentos, zombaria, discriminação, calúnia, ameaças e intimidação. Em meio a esse tipo de agressão, o alvo pode sofrer, ainda, prejuízos materiais com o furto, roubo e a até a destruição dos seus pertences.

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O que devemos fazer sobre casos de bullying?

Uma vez identificadas as ameaças do agressor, é possível tomar atitudes para impedir o bullying e evitar que ele se repita. Essas intervenções são necessárias e precisam ser imediatas, pois a pessoa que é intimidada pode sofrer uma série de consequências negativas em sua vida escolar e emocional.

É papel de todos os profissionais do colégio zelar pelo bem-estar físico e emocional dos alunos. Por isso, é importante manter um ambiente favorável à paz e à tolerância, com princípios de respeito e solidariedade bem fortalecidos.

Existe diferença entre o bullying praticado por meninos e por meninas?

Em geral, há certa diferença. Meninos têm maior tendência a praticar bullying, agindo de forma mais agressiva e expansiva. Desse modo, esses atos praticados por eles normalmente incluem agressões físicas, com socos, chutes e empurrões, por exemplo.

As meninas, por outro lado, sofrem pressão da sociedade para se comportar de um jeito mais delicado, gentil, sem tanta liberdade para se expressar. Assim, o bullying feminino pode acontecer de forma mais discreta, com atitudes como olhares, boatos e exclusão da vítima da convivência entre colegas.

Existe bullying na Educação Infantil?

Da mesma forma que em outras idades escolares, o bullying também pode acontecer entre alunos que ainda estão na Educação Infantil. Para isso, basta que uma criança seja alvo de repetidas ações agressivas e/ou humilhantes por parte de um ou mais colegas.

Entre educandos tão jovens, o bullying normalmente está associado à existência de peculiaridades dos alunos que se tornam vítimas. Uma criança que tem dificuldades para controlar a urina, por exemplo, ou que apresenta alguma deficiência, pode receber apelidos pejorativos e até ser segregada do grupo.

Como parar o bullying no ambiente escolar?

Para eliminar esse comportamento no ambiente escolar, é necessário contar com profissionais qualificados, envolvendo todos da comunidade acadêmica para trabalharem efetivamente nesse sentido.

É importante colocar em prática uma pedagogia efetiva baseada em princípios morais e éticos sólidos, além de estimular os alunos a relatar as ocorrências e a opinar sobre a situação. Estabelecer uma conduta disciplinar rígida e até mesmo criar projetos de combate a essa conduta pode ser muito útil e positivo na prevenção do bullying.

Qual é o papel dos educadores quando o bullying acontece fora da escola?

Professores e demais educadores não devem se omitir quando o bullying acontece além das paredes do ambiente escolar. Por isso, é muito importante promover a conscientização de pais, outros familiares e alunos sobre esse tipo de violência.

Quanto mais a comunidade escolar estiver unida em uma relação de confiança e respeito mútuo, mais fácil será combater o bullying em todos os ambientes, inclusive dentro da sala de aula. Com o diálogo, os educadores têm a capacidade de contribuir para o fortalecimento dessas boas práticas.

Como deve ser a postura dos diretores e coordenadores diante do bullying?

A primeira atitude deve ser, sem dúvida, reconhecer a existência do bullying no ambiente escolar e a sua gravidade. Com essa consciência, diretores e coordenadores poderão traçar estratégias para resolver os conflitos existentes e evitar que eles se repitam com os mesmos ou outros alunos.

Uma dessas estratégias pode envolver a orientação de todos os profissionais da escola para que eles sejam capazes de identificar e intervir nessas situações ofensivas. Discutir o tema com a comunidade escolar também é muito benéfico. Em casos mais extremos, deve-se avaliar a necessidade de consultar especialistas no assunto, como psicólogos, assistentes sociais e até mesmo agentes da lei.

Qual é o papel da família no combate ao bullying?

As escolas desempenham um papel fundamental na luta contra o bullying porque a maior parte das agressões acontece em suas dependências. No entanto, o apoio familiar exerce uma função muito importante também. Afinal, os pais precisam atuar em conjunto com as instituições, para que os filhos se conscientizem do problema e, por meio do diálogo, consigam encontrar uma solução adequada.

O que não é bullying?

Para que uma ação seja considerada bullying, ela precisa apresentar certas características específicas. Nem toda briga pode constituir essa prática, e isso implica ainda mais precisão na identificação correta do ato de desrespeito com o colega, pois, dessa maneira, é possível traçar estratégias de intervenção mais apropriadas.

O comportamento abusivo deve apresentar certa recorrência para ser caracterizado como bullying. Ou seja, agir sempre com a intenção de ver seu alvo amedrontado e também ter uma necessidade de se mostrar superior àqueles que quer atingir.

Cyberbullying: o que isso significa?

O cyberbullying é um termo aplicado para se referir ao bullying que é praticado pela internet — seja por e-mail, mensagens de texto ou redes sociais. Esse comportamento se caracteriza pelo teor difamatório e ameaçador das mensagens — que tornam essa forma de hostilização mais difícil de identificar, já que os agressores têm o benefício do anonimato.

Nesse caso, as provocações são ainda mais intensas e podem ser amplamente disseminadas. Assim, o sofrimento causado pelas agressões gera danos mentais, físicos e emocionais a todos os envolvidos, podendo esses efeitos ultrapassar a idade adulta.

A facilidade de acesso às redes sociais é um fator preponderante para o aumento desse mau comportamento social. Uma pesquisa da Intel Security revelou que 66% dos alunos entrevistados já presenciaram atos hostis na internet e 21% admitem já terem sido vítimas de ataques ofensivos.

Esses dados são alarmantes e revelam como a preocupação com esses fatores inibidores da socialização merecem a atenção tanto da escola quanto da família. Afinal, trabalhar na prevenção e na extinção dessas práticas prejudiciais é essencial para manter a qualidade de vida dos alunos e seu bom desempenho nos estudos.

Gostou das orientações que trouxemos neste artigo? Esse é um tema muito importante e que merece ser abordado em sua instituição, certo? Então, que tal compartilhar o conteúdo nas suas redes sociais e ajudar a conscientizar outras pessoas sobre o bullying?

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16 thoughts on “18 perguntas e respostas sobre o bullying

  1. Obrigado por esse contedudo gratificante, pois as informações são de muito valor mesmo. Quero visitar mais sem site para ter maior bagagem nesse assunto e colocar em praticas em minhas pesquisas.

    1. Olá Paulo, boa tarde! Que bom que gostou do conteúdo! Ficamos muito felizes em poder ajudá-lo. Continue acompanhando o blog para saber mais novidades! Abraços

  2. Valeu muito a pena ter lido sua matéria, pois me fez compreender claramente que encontrei o que procurava. Faço minhas pesquisas em varios sites sobre isso, porém aqui fui cativado. Gratidão!

    1. Olá Jaime, boa tarde! É muito gratificante para nós que a matéria “10 perguntas e respostas sobre o bullying” tenha te ajudado. Continue acompanhando as novidades do blog! Abraços

    1. Olá Sandra, boa tarde. Ficamos muito felizes que tenha gostado das dicas apresentadas no post! Continue acompanhando o blog para receber mais novidades 🙂 Abraços

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