Guia sobre desenvolvimento de práticas pedagógicas

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“O ensino e suas práticas não podem ser tratados como algo definitivo, pois são passíveis de mudança”. As palavras atribuídas ao mestre Paulo Freire apontam para uma preocupação constante da educação em nosso país, de modo que os alunos recebam uma formação relativa às demandas atuais da sociedade e conquistem sua autonomia, pensamento crítico e postura proativa na escola.

Pensando em ajudar você a inserir definitivamente sua escola nos trilhos da educação desta terceira década do século XXI, fizemos um guia especial para tratar sobre como essas mudanças influenciam o planejamento das práticas pedagógicas, as metodologias de ensino e a atuação dos docentes.

Nestas linhas, vamos refletir sobre os desafios de uma sociedade em plena transformação ― a qual é pautada, sobretudo, pela tecnologia digital ―, como lidar com a atual geração de estudantes altamente conectados e como desenvolver um planejamento pedagógico consistente e capaz de abraçar as expectativas das pessoas. Fique conosco e tenha uma excelente leitura!

As transformações no mundo e nas escolas

Para falar sobre os desafios atuais da educação, precisamos pensar sobre como é para uma geração inteira de crianças, jovens e adultos ter nascido em um mundo globalizado e suas consequências para nossos modos de vida.

Um estudo da BBC de Londres define que a globalização é “o processo pelo qual o mundo está se tornando cada vez mais interconectado como resultado do aumento maciço do comércio e do intercâmbio cultural. A globalização aumentou a produção de bens e serviços. As maiores organizações não são mais nacionais, mas empresas multinacionais com subsidiárias em muitos países”.

Embora seja um processo longo, do ponto de vista econômico, o advento das tecnologias digitais acelerou muito a globalização nos últimos 50 anos. Para acompanhar essas transformações, a sociedade em geral se viu obrigada a se reinventar e abandonando velhos paradigmas.

Nesse contexto, também está inserida a escola, que precisa se remodelar com o intuito de oferecer uma educação capaz de preparar seus alunos, tanto técnica quanto social e psicologicamente, para lidar com um futuro tão imprevisível.

Fazemos parte de um mundo intitulado VUCA — acrônimo para Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade, traduzindo literalmente do inglês. Em síntese, podemos dizer se tratar de um ambiente sujeito a mudanças frequentes, rápidas e significativas, com caminhos e tendências que podem se reverter repentinamente, gerando inúmeras incertezas e resultados imprevisíveis.

Esse cenário, então, está levando escolas, universidades, indústrias e a sociedade em geral a fazerem perguntas fundamentais sobre educação. As mudanças tecnológicas, demográficas, sociais, ambientais, econômicas e políticas tem a obrigação de definir qual deve ser essa nova estrutura educacional e quais parâmetros oferecer para a manutenção de um ensino de qualidade e que realmente faça sentido nos dias atuais.

O significado de ser educador neste momento

No centro desse turbilhão, está o jovem olhando para o futuro, e, em cada criança, existe a promessa de um adulto poderoso, ético, criativo, crítico e engajado. Pensando nisso, uma vez que o educador nutre conhecimentos, habilidades e disposições no aluno e ajuda-o no caminho da maturidade, ele deve abrir a mente do estudante para o mundo, considerando as novas perspectivas da juventude.

Para tanto, devemos conceber dinamicamente grande parte do presente e futuro do mundo com um ensino inovador, que abrace a vibração, a curiosidade, a esperança e a sede de oportunidades. Assim, é possível despertar nos estudantes a mentalidade de crescimento — growth mindset — necessária para encarar os desafios que os esperam.

Dessa forma, a capacitação profissional e o desenvolvimento dos educadores na escola passam pelo reconhecimento de como são os hábitos e os comportamentos da atual geração de alunos, dentro ou fora da sala de aula. Além disso, trata como é o estilo de aprendizado de cada um e quais são os recursos tecnológicos e métodos de ensino que permitem aos estudantes aprenderem melhor os assuntos abordados.

Os atuais desafios da educação e do docente

Como você pode perceber no cotidiano da educação, embora o mundo esteja em plena mudança, boa parte das escolas ainda funciona no mesmo sistema educacional de, pelo menos, um século atrás.

As salas de aula ainda são centradas no professor, que está incumbido de fornecer as informações previstas no currículo e testar os alunos quanto à sua capacidade de reter esses dados. Os estudantes, por sua vez, continuam passivos e se limitam a tentar assimilar as informações, mas não analisam, aplicam, nem as avaliam de forma autônoma.

Se sua escola ainda age assim, fica um aviso: essa abordagem do ensino está desatualizada. Não é mais coerente manter práticas pedagógicas tradicionais, analógicas e massificadas em um mundo globalizado, cada vez mais baseado em tecnologia, no qual seus alunos viverão e trabalharão no futuro. Tal realidade exige que os estudantes vão além de apenas lembrar fatos, conceitos e fórmulas.

Ao passo que citamos a importância de abraçar a tecnologia no processo educativo, vemos a necessidade de um ensino centrado no aluno, cujas potencialidades individuais devem ser valorizadas para elevar sua performance. Partindo desse princípio, vemos uma série de desafios que tanto as instituições escolares quanto seus professores precisam enfrentar.

Promoção de oportunidades iguais e respeito à diversidade

Promover a igualdade e a diversidade na educação é essencial para professores e alunos. O objetivo é criar um ambiente estudantil no qual todos tenham a oportunidade de prosperar juntos e entender que as características individuais tornam as pessoas únicas e não diferentes de maneira negativa.

Mais especificamente, igualdade é garantir que os indivíduos sejam tratados de maneira justa e igualitária, independentemente de raça, sexo, idade, deficiência, religião ou orientação sexual. Diversidade é reconhecer e respeitar essas diferenças para criar uma atmosfera abrangente.

Liderança democrática

Crie um ambiente em que todos os participantes da comunidade educativa tenham voz. Assim como a cultura digital pressupõe a existências de nichos e comunidades virtuais maciças, as escolas não podem permanecer alheias a isso. Por esse motivo, a liderança pedagógica precisa ser fundada na construção de um sólido sentimento de comunidade, aliada ao uso consistente das novas tecnologias.

Fomento à criatividade e livre expressão

Há uma necessidade urgente de examinar as metodologias educacionais para evitar o sufocamento da criatividade dos alunos, ou seja, é preciso enterrar um sistema educacional baseado no controle e implementar um de empoderamento. O estudante nasce sendo criativo e o método educacional deve prover as condições para que ele possa desenvolver sua mente e expressão ao máximo.

Sustentabilidade

Se os recursos naturais não forem utilizados de forma sustentável, em um futuro não muito distante os seres humanos enfrentarão um nível de escassez que tornará a vida intolerável. Por isso, a escola também tem um papel de promover uma abordagem emocional e intelectual para desenvolver o pensamento sustentável como uma atitude permanente na vida dos alunos.

Desenvolvimento de educação socioemocional

Diante de tantos casos de violência e indisciplina na escola, faz-se necessário promover um ambiente educativo mentalmente saudável. Com isso, fomentar a educação socioemocional permite que alunos e professores desenvolvam conhecimentos, atitudes e habilidades necessárias para:

  • entender e gerenciar emoções;
  • estabelecer e alcançar objetivos positivos;
  • sentir empatia pelos outros;
  • manter atitudes positivas, principalmente para a tomada de decisões responsáveis.

Mais ainda, alunos que têm as habilidades socioemocionais bem desenvolvidas são capazes de lidar bem com situações de estresse, reconhecer seus pontos positivos e dificuldades e ter uma visão abrangente sobre o mundo e o próximo. Como resultado, vemos adultos mais equilibrados, bem-sucedidos e capazes de tomar as rédeas de seu futuro.

Guia sobre desenvolvimento de práticas pedagógicas

O papel do professor diante da transformação digital

A irrupção de novas tecnologias na educação causou uma mudança radical no acesso à informação. Aplicada ao campo do ensino ou da aprendizagem, supõe uma modificação igualmente drástica no papel do professor. Agora, todo o conteúdo que os alunos precisam aprender está on-line, então a tradicional postura docente de detentor do conhecimento já não faz mais sentido, pois a informação está a um ou dois cliques de distância dos estudantes.

Até alguns anos atrás, era o professor quem selecionava as informações que chegavam a seus alunos. O professor construía o conhecimento deles e, em caso de dúvida, os estudantes iam até ele para expandir ou esclarecer essas lições. Agora, é muito mais rápido procurar diretamente pela Internet.

A grande desvantagem de tudo isso é que o estudante enfrenta uma imensa quantidade de informações, muitas vezes, sendo incapaz de assimilar e necessitando de uma seleção constante para saber como valorizar e distinguir conteúdo de qualidade. Com isso, o professor passa a ser um mediador do processo de construção do conhecimento, apontando caminhos e ajudando na filtragem de informações. Dessa maneira, os alunos aprendem a distinguir os assuntos relevantes e os descartáveis.

A seu favor, estão as chamadas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), que chegaram para apoiar o desenvolvimento de professores e aprimorar a qualidade e a relevância do aprendizado. Isso porque já temos uma geração que não sabe como é viver em um mundo sem a internet. Assim, smartphones, tablets, aplicativos, plataformas de ensino e redes sociais invadiram a sala de aula e se tornaram um importante canal para aplicação das práticas pedagógicas.

Entretanto, o professor precisa estar preparado para enfrentar essa nova realidade. Então, diante do auge das TICS, os educadores devem abraçar algumas novas funções à sua rotina:

  • mediação do conhecimento: o professor necessita atuar como um guia ou mediador, facilitando o aprendizado de seus alunos e fornecendo a eles as orientações necessárias para entenderem os conteúdos que defrontarão na internet;
  • incentivo à aplicação prática: o educador tem o papel de promover atividades práticas que permitam aos estuantes aplicar o que aprenderam. Para isso, o mais apropriado é propor desafios que forcem-os a pesquisar, selecionar e processar as informações, aprimorando a variedade metodológica da aprendizagem;
  • reconhecimento de interesses e habilidades: o docente também deve fornecer ajuda pedagógica, oferecendo-lhes os métodos e os recursos necessários para responder aos seus interesses, motivações e habilidades individuais;
  • incentivo à aprendizagem colaborativa: o professor precisa promover um ambiente de trabalho agradável e colaborativo, no qual ocorra a espontaneidade dos estudantes e seu interesse em aprender. Para isso, é necessário incentivar as contribuições e as sugestões dos estudantes;
  • acompanhamento contínuo do aluno: em relação ao sistema de avaliação da aprendizagem, o educador deve fazer um acompanhamento contínuo e personalizado de cada aluno, avaliando o progresso individual, sem limitar-se a um único instrumento.

O perfil do professor do futuro

Os professores são modelos. Eles inspiram e encorajam os alunos a lutar pela grandeza, a viver o máximo de seu potencial e a ver o melhor de si. Por meio de seu compromisso com a excelência e sua capacidade de fazer os alunos perceberem seu próprio crescimento pessoal, eles oferecem conselhos e orientação. Pensando nisso, separamos algumas características que compõem o professor do futuro.

Dominar as novas tecnologias

As TICs não são uma ferramenta a mais para o professor dar aula, mas um canal por meio do qual ocorre o aprendizado. Dominá-las é fundamental para que o projeto pedagógico possa ser desenvolvido da forma mais eficaz e se evite lacunas no aprendizado.

Abraçar o trabalho colaborativo

A tecnologia permite a colaboração entre professores e alunos. Criar recursos digitais, apresentações e projetos em conjunto com outros educadores e estudantes fará com que as atividades em sala de aula se assemelhem ao mundo real. A colaboração deve ir além do compartilhamento de documentos ou interações nas redes sociais para possibilitar o surgimento de grandes ideias e fortalecer a experiência do ensino.

Inovar

O professor deve expandir suas ferramentas de ensino e tentar novas maneiras de proporcionar interações entre os alunos e os conteúdos. Para isso, é preciso entrar no universo dos estudantes. Por exemplo, eles adoram usar o Facebook, Instagram e as ferramentas do Google.

Além disso, apreciam novidades, contudo, não é preciso se limitar às máquinas. Descubra quais são os melhores recursos ou estilos de aula que tornariam uma classe mais produtiva e interessada.

Ser acolhedor e entusiasta

Um professor do futuro também é acolhedor, acessível, entusiasmado e atencioso. Com isso, os alunos sabem que podem enfrentar qualquer problema ou preocupação, ou até mesmo compartilhar uma história pessoal ou ideias.

Por isso, devem desenvolver boas habilidades de escuta e compreender as necessidades e os questionamentos dos estudantes. Assim como os alunos, o professor também precisa ter as habilidades socioemocionais desenvolvidas, para construir melhores relações interpessoais.

O planejamento das práticas pedagógicas

Para alinhar as práticas pedagógicas a todas essas demandas, tudo começa com um planejamento adequado, baseado tanto nas referências macroambientais, ou seja, o contexto socioeconômico, quanto na própria realidade de sua comunidade escolar. Sendo assim, vamos conversar agora sobre como fazer isso.

O que é o planejamento pedagógico

Chamamos de planejamento o instrumento com o qual a escola organiza suas práticas pedagógicas, articulando o conjunto de visões, conteúdos, opções metodológicas, estratégias educacionais, projetos e recursos para sequenciar as atividades a serem realizadas, como forma de elucidar a missão escolar.

O planejamento pedagógico é um processo de gestão democrática de previsão, execução e avaliação de ações destinadas a alcançar os objetivos educacionais pretendidos. Deve ser realizado de acordo com uma realidade concreta, fazendo parte da estrutura geográfica, social, econômica e cultural de onde a escola está inserida.

Por isso, trata-se de um processo estratégico por meio do qual a escola define sua visão de médio ou longo prazos e os mecanismos para alcançá-la com base na análise de seus pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças. Supõe a participação dos atores educacionais e torna-se um estilo de gestão não vertical que faz da instituição educacional uma entidade proativa e atenta às transformações na sociedade.

Para garantir a eficácia das práticas pedagógicas, o planejamento deve:

  • determinar os objetivos educacionais;
  • ter coerência com os recursos disponíveis;
  • possibilitar a realização de metas específicas com um orçamento determinado e em um prazo predefinido;
  • auxiliar no desenvolvimento dos melhores métodos para implementar a estratégia pedagógica escolhida.

Diante da transformação digital, ou 4ª Revolução Industrial, o planejamento pedagógico ratifica-se como uma das principais ferramentas norteadoras do ensino. Ele propicia aos educadores uma clareza em suas ações e oferece metodologias e recursos para pôr em prática os parâmetros educacionais exigidos pelos PCNs (Parâmetros curriculares Nacionais)BNCC (Base Nacional Curricular Comum), ao mesmo tempo que garante a modernização do ensino.

Quais são os tipos de planejamento pedagógico

O planejamento pedagógico abrange diferentes esferas, desde a legislativa até a ação dos educadores em sala de aula. Portanto, podemos considerar os seguintes tipos.

Planejamento do sistema de educação

Trata-se de uma responsabilidade do Estado, que define as diretrizes das políticas nacionais e o funcionamento do sistema de educação brasileiro. Esse planejamento resulta no PNE (Plano Nacional de Educação), estabelecendo as metas e as estratégias para as políticas educacionais. A presente edição considera o decênio 2014-2024.

Planejamento pedagógico

Também chamado de planejamento escolar. Resulta do encontro entre o corpo docente e a direção da escola para definir as práticas pedagógicas e a organização educacional. Inclui:

  • diretrizes para a direção escolar;
  • programação pedagógica;
  • projetos, atividades extraclasse e atividades comunitárias;
  • alinhamento entre a utilização de recursos tecnológicos e materiais educativos;
  • sistema e instrumentos de avaliação;
  • ações aproximativas junto às famílias;
  • temas transversais ao currículo;
  • trabalho psicossocial e de relacionamento interpessoal;
  • normas internas;
  • revisão do projeto político-pedagógico.

Planejamento curricular

Embora a legislação determine as regras básicas para a educação, cada escola tem o direito de inovar, de acordo, inclusive, com as demandas e as necessidades de seu público. Sendo assim, o planejamento curricular inclui a distribuição de todas as atividades ofertadas pelo colégio, por nível de ensino, além do currículo obrigatório. Por exemplo, unidades bilíngues ou de educação integral.

Planejamento de aula

É o planejamento das atividades realizadas pelo professor em sala de aula. Inclui metodologias de ensino, distribuição dos conteúdos, mapa de ações e recursos que deverá utilizar, métodos e instrumentos de avaliação. Trata-se de um trabalho criativo e autônomo, sob a supervisão da coordenação pedagógica.

Etapas para realizar um planejamento das práticas pedagógicas

Como você observou até aqui, o estabelecimento de práticas pedagógicas modernas e sustentáveis depende de um planejamento consistente, que compreende desde o macroambiente (mundo, sociedade, Estado) ao microambiente (sala de aula).

Com esse viés, separamos uma sugestão de etapas para o planejamento das práticas pedagógicas a serem adotadas por sua escola, especialmente focado na aprendizagem ativa.

Discuta com os professores sobre como colocar o aluno no centro do aprendizado

O corpo docente é fundamental para apontar a realidade de suas turmas. Partindo do princípio de que cada aluno tem seu ritmo de aprendizado e personalidade, a direção e a coordenação precisam conhecer o perfil de cada classe. O objetivo é orientar maneiras de quebrar possíveis barreiras de engajamento e definir ações pedagógicas alinhadas tanto ao projeto pedagógico quanto às expectativas de ensino atuais.

Revise planejamentos anteriores e associe novos dados

A utilização de dados oferece consistência ao planejamento pedagógico, portanto, revise estratégias anteriores, observe práticas bem-sucedidas e corrija eventuais falhas. Além disso, pesquise ações positivas em escolas de mesmo porte, que poderiam ser aplicadas à sua realidade — processo de benchmarking, e tente associá-las ao cotidiano.

Defina recursos e orçamento

Toda mudança na dinâmica escolar envolve a aquisição de recursos, por isso o orçamento é uma questão importante. Certamente você sabe que a aprendizagem ativa não necessariamente inclui tantas ferramentas tecnológicas.

Sendo assim, como a inserção de novas práticas pedagógicas inclui principalmente uma mudança cultural em sua escola, defina um planejamento de modernização, de maneira que essa estrutura consiga ser implantada de acordo com as possibilidades financeiras.

Capacite os professores para as novas tecnologias e metodologias

É bem provável que você precise alinhar seus professores a essas novas expectativas, por meio de capacitação profissional. Como as metodologias ativas e o uso de TICs alteram completamente a rotina da sala de aula, não se assuste se os docentes precisarem de um tempo para se familiarizar com essa nova dinâmica e ferramentas.

Insira os alunos no novo contexto

Para evitar resistência dos alunos à introdução dessas novas práticas pedagógicas, também é preciso orientá-los. Especialmente se sua escola ainda utiliza metodologias mais tradicionais, centradas no professor, pode ser que leve um tempo até os estudantes desenvolverem a noção de proatividade.

Revise constantemente o planejamento pedagógico e peça feedbacks

Lembre-se de que o planejamento pedagógico não é estático. Por isso, periodicamente revise as definições e observe se as práticas adotadas estão funcionando. Para tanto, valorize o feedback de professores, alunos e familiares. Essa participação é fundamental para fazer teoria e prática funcionarem perfeitamente.

Neste guia, procuramos refletir sobre como as práticas pedagógicas são influenciadas pelas mudanças que estão ocorrendo no mundo. Além disso, comentamos sobre o papel do professor e quais questões envolvem o desenvolvimento do planejamento pedagógico.

Perceba que em todas essas discussões há a necessidade de desenvolvimento e atualização do educador. Juntamente ao aluno, ele forma a peça central do ensino, portanto, deve estar preparado para essas novas demandas. Sendo assim, cabe à direção escolar oferecer as melhores oportunidades de orientação e aprendizado para que seus ideais sejam postos em prática e se tornem orgânicos ao cotidiano de sua escola.

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