Qualidade na educação

Como alcançar a qualidade na educação? A resposta para essa pergunta não é simples, pois envolve uma série de fatores que objetivam uma cultura da aprendizagem, formando cidadãos que consigam crescer na vida pessoal e profissional.

Dessa maneira, é preciso que a escola busque o melhor caminho para o ensino, com meios de estimular os alunos para o conhecimento, tornando os estudos prazerosos, sempre levando em conta as particularidades dessa geração.

Mas como fazer isso? Para responder a essa pergunta, acompanhe este post, entenda como funciona o índice utilizado para medir a qualidade da educação nacional, o Ideb, e veja quais aspectos podem ajudar as escolas a melhorar a qualidade no processo de ensino. Boa leitura!

Gestão Escolar Saudável

O que é o Ideb?

Quando se fala em qualidade na educação nacional, a referência é o Ideb, sigla para Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Esse índice foi criado em 2007 com o objetivo de avaliar a qualidade do ensino nas escolas brasileiras e traçar metas para aperfeiçoar esse aprendizado. O indicador vai de 0 a 10 e leva em conta dois fatores:

  • fluxo escolar (aprovação dos alunos): utiliza dados do Censo Escolar;
  • média de desempenho nas avaliações (aprendizado): utiliza os resultados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), referente aos Estados, Distrito Federal e ao País, e da Prova Brasil, referente aos municípios.

As metas do Ideb variam para cada escola e rede de ensino. O objetivo é que o índice melhore e obtenha média 6 até 2022, resultado correspondente aos países desenvolvidos.

Por meio desse índice, as escolas podem estipular metas para melhorar o desempenho, buscando mais qualidade na educação.

Como melhorar a qualidade na educação?

Para buscar melhorias, é fundamental que as escolas atentem a alguns aspectos para elevar a qualidade do aprendizado. Confira abaixo!

Capacitação e valorização dos professores

Sabemos que o ofício de educar não é nada simples, mas ele se torna mais complicado quando o professor não tem capacitação e quando não é valorizado.

Dessa maneira, é importante que a escola ofereça cursos de atualização e garanta que esse educador domine não só todos os recursos de aprendizagem (material didático e tecnologia, por exemplo), mas saiba também se relacionar com o aluno — na hora de ensinar, promover sua participação e entender que cada estudante é único, ou seja, necessita de um olhar diferenciado.

Outro ponto é valorizar o professor, não somente com um salário digno, mas ouvindo suas opiniões e reconhecendo quando ele faz um bom trabalho ou alcança as metas estabelecidas pela escola.

O resultado é um educador preparado, motivado e que busca meios inovadores de transmitir o conhecimento.

Adoção de uma plataforma de ensino

Para obter a qualidade na educação, é preciso despertar o interesse do aluno pela aprendizagem e isso é possível com meios mais dinâmicos de transmitir o conhecimento. Como fazer isso? Utilizando uma plataforma de ensino, que contempla, além dos livros didáticos contextualizados, o acesso digital a um portal, com videoaulas, monitoria online e outras ferramentas interativas.

Esse modelo atende a uma educação mais moderna, que entende que o aluno se transformou — não é o mesmo de décadas atrás e, assim, demanda uma forma de aprendizado diferenciada.

Estímulo ao protagonismo dos alunos

Esse novo aluno, que nasceu na era digital, está habituado a usar a tecnologia para descobrir o mundo, e essa realidade precisa fazer parte do ambiente escolar. É necessário oferecer aulas dinâmicas e recursos que permitam a participação desse estudante, que deixou de ser um elemento passivo na relação de aprendizagem.

Ele precisa ser encorajado a fazer perguntas, pôr a “mão na massa” e dar feedbacks para que a escola busque um aprimoramento contínuo.

Desenvolvimento das habilidades socioemocionais do aluno

É importante que a escola trabalhe o desenvolvimento das habilidades socioemocionais do aluno, um aspecto que também contribui para a qualidade na educação.

Para isso, a escola deve oferecer um ambiente que promova:

  • criatividade;
  • proatividade;
  • colaboração;
  • pensamento crítico;
  • comunicação;
  • perseverança.

São pontos que permitem ao aluno se autoconhecer, se relacionar bem com os outros e aprender a lidar com os desafios na vida pessoal e escolar. Como fazer isso no dia a dia? Em sessões de debates, atividades lúdicas e esportivas e até mesmo no momento de usar as ferramentas tecnológicas na aprendizagem.

Quando essas competências são trabalhadas ainda na infância, a escola forma um adulto mais preparado para enfrentar qualquer adversidade.

Priorizar essas habilidades será exigido pela nova Base Nacional Curricular Comum (BNCC) a partir de 2020, por isso as escolas podem se preparar desde já.

Inserção da tecnologia na sala de aula

Como dissemos, a geração atual não vive sem tecnologia e, por isso, o ambiente de aprendizagem não pode estar alheio a essa demanda. É importante que esses recursos sejam bem direcionados, ou seja, tenham objetivos claros e consigam atender as necessidades individuais de cada aluno, tornando o conteúdo atraente.

Existem ferramentas que propõem a dinâmica de um jogo virtual ao apresentar o conteúdo, envolvendo o aluno — esse processo é chamado de gamificação.

Mas não pense que as ferramentas digitais beneficiam somente o aluno. O dia a dia do professor também fica mais produtivo, porque ele acompanha os relatórios de aprendizagem da turma e de cada estudante, podendo identificar e dar um suporte mais detalhado para aqueles que estão com dificuldades.

Uso de material didático contextualizado

É importante também que o material didático seja formatado de maneira a se relacionar com a realidade do aluno. A ideia é oferecer um conteúdo completo, mas que desperte a atenção do estudante com problematizações da vida real. Assim, o conhecimento passa a ter sentido para ele e os estudos se tornam prazerosos.

A qualidade na educação é um objetivo que precisa se adaptar ao momento em que vivemos e às demandas dessa nova geração de alunos, que tem uma postura diferente do passado — são indivíduos ativos na busca pelo conhecimento, por isso precisam de recursos dinâmicos e que permitam a sua participação em sala de aula.

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