Realidade virtual na educação: como usar a tecnologia imersiva?

realidade virtual na educação
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Usar a realidade virtual na educação básica pode parecer uma possibilidade ainda distante, porém, ela já está presente e se torna cada vez mais comum. Por isso, é importante entender como é possível implementar o recurso imersivo nas salas de aula.

Essa tecnologia inovadora pode ser aplicada de várias maneiras nas escolas, trazendo diversos benefícios tanto para os alunos como para os professores. Além disso, ela contribui para a promoção da transformação digital nas escolas, aumentando a qualidade do ensino.

Neste artigo, entenda a importância de aplicar a realidade virtual na educação e veja dicas de como fazer isso!

Por que é importante usar realidade virtual na educação?

A realidade virtual (RV) é uma tecnologia imersiva que permite interagir com objetos em um ambiente virtual e pode ser acessada em qualquer dispositivo móvel. Ela se diferencia da realidade aumentada (RA), que permite ao usuário experimentar sensações visuais, sonoras e táteis por meio do uso de dispositivos como óculos e fones de ouvidos especiais.

No contexto da educação, a RV é interessante por proporcionar a oportunidade de aprender ou aplicar conceitos na prática, experimentando ambientes e manipulando objetos aos quais talvez seria difícil ter acesso no mundo real.

Assim, é possível que os alunos desenvolvam sua habilidade de resolução de problemas, tenham uma visão mais aprofundada dos assuntos estudados e pratiquem a aplicação deles em um ambiente simulado semelhante ao real. Por consequência, o engajamento dos estudantes com o estudo aumenta e eles fixam melhor os conteúdos.

Essa tecnologia também ajuda os professores, facilitando a abordagem de conceitos complexos e garantindo que os alunos realmente os entendam. Então, ela contribui diretamente para a obtenção de bons resultados no ensino e no aprendizado.

Como essa tecnologia imersiva pode ser implementada?

Agora, confira as nossas dicas para implementar a realidade virtual na educação. Mostramos como fazer isso e apresentamos algumas ferramentas que podem ser utilizadas.

Viagens de campo virtuais

No processo de aprendizagem, é importante que os estudantes tenham vivências fora do ambiente escolar. Assim, os conhecimentos são construídos por meio de experiências contextualizadas com base em situações reais.

Por meio da realidade virtual, é possível visitar qualquer lugar do mundo — museus, patrimônios culturais, pontos turísticos históricos, recantos naturais, por exemplo — sem sair da sala de aula e usando dispositivos acessíveis.

Assim, todos os alunos podem participar das excursões, já que não há espaço para as questões que geralmente impedem esse tipo de atividade, como altos gastos, dificuldades de organização e preocupação dos pais e responsáveis com a segurança das crianças e dos adolescentes.

Com o Google Expeditions, por exemplo, os dispositivos necessários são bastante acessíveis. É preciso apenas um tablet para o professor, smartphones e o Google Cardboard — óculos de baixo custo feito de papelão — para os alunos. O aplicativo é gratuito e funciona, até mesmo, em escolas sem internet, sendo suficiente ter um roteador para conectar os aparelhos.

Aprendizagem baseada em jogos

A gamificação na educação não é nenhuma novidade. A Plataforma Eleva, por exemplo, tem jogos educacionais que abrangem todas as disciplinas e acompanham os conteúdos abordados nas salas de aula. Assim, os alunos conseguem explorá-los no ambiente do jogo à medida que aprendem.

Os jogos educacionais são estimulantes, prendem a atenção dos alunos, aumentam sua motivação, potencializam as interações sociais e possibilitam que eles tenham uma postura mais ativa no processo de construção de conhecimentos.

Por consequência, esse recurso gera mais engajamento, ajuda na compreensão e fixação dos conteúdos estudados e promove o desenvolvimento de habilidades que vão além dos conhecimentos teóricos.

Ensino em ambientes on-line

Há certas circunstâncias em que não é possível realizar aulas presencialmente. Diante disso, a realidade virtual pode ser uma grande aliada. Por meio de ferramentas específicas, como o VRChat da Microsoft Windows, estudantes e professores têm a oportunidade de se reunirem e interagirem em ambientes muito semelhantes àqueles de sua escola.

Programas como esse permitem que os usuários criem avatares e interajam em ambientes simulados. Assim, a comunicação ocorre de maneira mais livre e as distrações que poderiam tirar a atenção durante aulas por videoconferência, por exemplo, diminuem.

É possível ter acesso a eles usando apenas um computador, smartphone ou tablet. Entretanto, a experiência pode ser potencializada com o uso de dispositivos de realidade aumentada, intensificando o grau de imersão e a sensação de estar presente no ambiente simulado.

Imersão em idiomas

Em escolas que promovem a educação bilíngue, a realidade virtual é uma ferramenta extremamente útil. Ela permite que os alunos pratiquem a língua estrangeira estudada tanto com os colegas da escola como com estudantes que moram em outros locais do mundo e, inclusive, falantes nativos.

Nesse tipo de ambiente, as crianças e os adolescentes tendem a se sentir mais à vontade para se expressarem em um idioma estrangeiro que não dominam por completo. Isso acontece porque, uma vez que não estão realmente diante de outra pessoa, eles não têm tanto medo de falar algo errado.

Para que tudo corra bem, garantindo a eficácia das práticas de conversação e a segurança dos alunos, é importante que essas interações sejam acompanhadas e mediadas pelos professores.

Simulação de situações que não podem ser vivenciadas

A realidade virtual também pode ser usada para simular situações que não podem ser vivenciadas pelos alunos. Por meio de óculos de especiais e programas específicos, por exemplo, eles podem ver o interior do corpo humano.

Isso facilita a compreensão do funcionamento de nosso organismo, afinal, os estudantes conseguem visualizar órgãos, músculos e outras estruturas a partir de representações tridimensionais.

Nesse caso, os pontos negativos são o fato de que essa tecnologia talvez seja pouco acessível a escolas devido ao valor e não tão adequada para crianças mais jovens dependendo de quão vívida é a simulação.

O uso da realidade virtual na educação torna acessíveis locais e situações que não poderiam ser conhecidos no mundo real, contribuindo para que o aluno tenha uma postura mais ativa e engajada em relação aos estudos. Por isso, permite melhorar a qualidade do ensino e do aprendizado.

Para ter acesso a essa tecnologia imersiva, há diversas soluções — desde as mais simples que requerem dispositivos especiais de baixo custo até as mais completas, como as plataformas de ensino gamificadas ou que disponibilizam jogos educacionais, como a Plataforma Eleva.

Aproveite para conhecer melhor as soluções da Plataforma Eleva que podem contribuir para a implementação da realidade virtual na educação.