ritmo de aprendizagem

O ambiente da sala de aula é repleto de desafios para os educadores. Identificar diferentes ritmos de aprendizagem, encontrar a melhor abordagem para cada aluno e criar estratégias educacionais que favoreçam o desenvolvimento da classe é uma grande responsabilidade.

Atualmente, professores e diretores compreendem que cada estudante tem sua própria maneira de aprender, e essas diferenças devem ser respeitadas e acolhidas para eles consigam superar suas dificuldades e conquistar um bom desempenho acadêmico.

Quer entender melhor como os professores de sua escola devem agir de forma a respeitar o ritmo de aprendizagem de seus alunos? Acompanhe, a seguir, a entrevista que fizemos com Bruno Fernandes, Coordenador de Tecnologia do Eleva Educação.

Quais são os estilos de aprendizagem existentes?

A teoria que descreve 9 estilos de aprendizagem surgiu a partir da ideia de inteligências múltiplas, proposta por Howard Gardner. Ele defende que cada indivíduo aprende de maneira diferente, e reconhecer o estilo de cada estudante pode ajudar no processo de ensino.

Os estilos identificados por Gardner são:

  1. corporal-sinestésico: que tem habilidades físicas e utiliza a expressão corporal para interagir;
  2. espacial: com percepção visual aguçada e facilidade para criar imagens mentais;
  3. existencial: capaz de refletir sobre a existência da vida por uma perspectiva filosófica;
  4. interpessoal: que busca a interação com outras pessoas e tem grande capacidade de empatia;
  5. intrapessoal: com autoconhecimento elevado e personalidade introspectiva e solitária;
  6. linguístico: que tem facilidade em se expressar com palavras, tanto verbalmente quanto na escrita;
  7. lógico-matemático: capaz de discernir padrões numéricos e lógicos com facilidade;
  8. musical: com habilidade aguçada para distinguir ritmos, timbres e composições musicais;
  9. natural: que se identifica com os elementos da natureza e do meio ambiente.

A identificação dos diferentes estilos de aprendizagem pode ajudar o professor a desenvolver estratégias para as aulas. Alunos do tipo linguístico, por exemplo, se saem bem em atividades de redação e peças de teatro, enquanto que estudantes com características do perfil intrapessoal preferem exercícios de pesquisa.

Porém, é importante entender que uma pessoa pode apresentar características de mais de um estilo de aprendizagem. Por isso, é fundamental que a escola invista em um plano de ensino que reconheça os pontos fortes e fracos de cada estudante e elabore aulas que misturem os vários tipos de estímulos.

O que determina o ritmo de aprendizagem dos alunos?

Ainda que os diferentes estilos (ou inteligências múltiplas) ofereçam uma abordagem interessante sobre o processo de aquisição do conhecimento, eles não explicam as diferenças no ritmo de aprendizagem observados por educadores e pela equipe escolar em sala de aula.

Para Bruno, que trabalha principalmente com estudantes do ensino médio, existem dois fatores envolvidos quando existe disparidade no ritmo de uma classe: dificuldades de aprendizagem, que exigem intervenção médica, e um possível déficit cognitivo.

“Dependendo da escola em que ele estudou, do nível de aprendizagem a que ele foi submetido, esse aprendizado pode não ser suficiente para poder acompanhar o ritmo de uma escola que vai exigir dele um pouco mais.”

Ele complementa: “Às vezes, pelas perguntas feitas, conseguimos perceber que eles estão tendo dificuldade de entender aquilo que está sendo falado naquele momento.”

Por isso, o professor deve ter um olhar atento para reconhecer as necessidades dos estudantes, tanto acompanhando as notas quanto constatando dificuldades específicas em atividades dentro da sala de aula.

Como lidar com as diferenças no ritmo de aprendizagem de cada aluno?

Bruno afirma que ensinar alunos com ritmos diferentes de aprendizagem exige preparo e flexibilidade dos educadores. Retornar a assuntos anteriores para suprir o déficit de um estudante que aprende em um ritmo mais lento pode atrasar a turma em relação ao conteúdo planejado pela escola.

“O que o professor pode fazer”, diz ele, “é um balanço disso tudo. Tentar, dentro daquele conteúdo, ver quais são os pontos mais importantes, conectá-los à realidade do aluno, contextualizar o máximo que puder, e dentro do cognitivo daquele estudante, criar as conexões necessárias para gerar o aprendizado.”

O que os professores e as escolas podem fazer para incentivar o aprendizado?

Cada escola lida de um jeito com as diferenças no ritmo de aprendizagem dos alunos. Mas, de acordo com Bruno, a solução “seria um ensino personalizado, ou um ensino individualizado, que pudesse tratar essas diferenças em ritmo de aprendizagem”.

“O professor não deve achar que todo mundo já sabe ou já tem conhecimento prévio daquilo que é necessário para ele ensinar e ministrar naquele momento. Por meio de exemplos do cotidiano, da contextualização, usar esses recursos para que promova esse aprendizado mesmo naqueles que têm mais dificuldade para isso”, diz Bruno Fernandes.

Além disso, é indispensável que a escola invista em ferramentas eficazes para auxiliar os estudantes com ritmos de aprendizado diferentes, oferecendo monitorias, tutorias e videoaulas.

Como a plataforma Eleva pode ajudar alunos com diferentes ritmos de aprendizagem?

Para Bruno, a tecnologia é um recurso valioso para “identificar quais são os pontos em que o estudante tem mais dificuldade, quais são seus pontos fortes, e, a partir daí, traçar uma estratégia para que ele possa não só aprender ainda mais, mas também cuidar da parte onde seu ritmo de aprendizagem não é tão bom.”

Um dos destaques da plataforma adaptativa do Eleva é o uso da TRI — Teoria de Resposta ao Item —, um método que consegue identificar com precisão o nível de aprendizado de cada aluno por meio da resolução de exercícios cuidadosamente selecionados, e direcionar as próximas questões de forma a contribuir para seu desenvolvimento.

“É uma ferramenta fantástica, que tem dado resultados expressivos, e se bem utilizado pelo aluno como um auxílio aos métodos tradicionais, com certeza traz resultados positivos.”, diz Bruno. “Acredito que seja muito importante que haja esse engajamento tecnológico de professores, pais e instituição de ensino para que possa incentivar e cobrar os estudantes a utilizarem essas ferramentas que dão resultados.”

Ele conclui dizendo que “a escola não pode fechar os olhos para essas diferenças e deve promover estratégias e utilizar os seus recursos para poder tratar e cuidar desses alunos que apresentam um ritmo de aprendizado diferente.”

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