Soft skills e hard skills: você sabe qual a diferença?

soft skills e hard skills representadas como um iceberg
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Soft skills e hard skills: certamente, você já ouviu falar sobre as habilidades subjetivas e as competências técnicas de um profissional que são realmente importantes. Mas você sabe como identificar e estimular o desenvolvimento de uma competência em si próprio, em um colaborador ou em um aluno? Pois esse é um ponto que não pode mais ser ignorado. Devido à crescente a concorrência no mercado de trabalho, o nível de exigência também se torna cada vez maior. Assim, já não basta dominar idiomas, ter diplomas ou conquistar um currículo tecnicamente perfeito. Os recrutadores buscam por um especialista completo — e isso já é tendência até mesmo no ensino.

É por meio da avaliação de várias características técnicas e emocionais que um profissional pode, enfim, conseguir se destacar. Pensando nisso, a boa notícia é que é possível desenvolver as soft e as hard skills, ainda que por caminhos distintos.

Quer entender o que são essas habilidades e como elas impactam na atuação de um educador e do profissional do futuro? Confira a seguir!

Entenda o conceito de soft skills e hard skills

Habilidades comportamentais e técnicas: assim podem ser definidas as soft e hard skills. Elas são essenciais para o mercado de trabalho que, desde já, preza por um profissional com conhecimentos teóricos, mas que também esteja apto para desenvolver um pensamento crítico, sem abrir mão do equilíbrio emocional.

Enquanto as soft skills dizem respeito às competências subjetivas, as hard skill falam sobre as habilidade quantificadas. Ou seja, as soft skills envolvem tanto a capacidade de um profissional se relacionar com colegas e lideranças — chamadas de people skills — assim como as habilidades interpessoais — as interpersonal skills.

Por sua vez, as hard skills podem ser avaliadas a partir de números, diplomas e registros facilmente comprováveis. São aquelas que podem ser mensuradas em testes e avaliações — incluindo cursos e experiências anteriores. Ficou confuso? Em seguida, explicaremos melhor a que está relacionado cada um dos pontos.

Hard skills

As competências que podem ser quantificadas são chamadas de hard skills — ou seja, aqueles conhecimentos que podem ser adquiridos por meio de cursos, livros e treinamentos. Pela características, essas capacidades podem ser comprovados por certificações e, por isso, costumam estar discriminados no currículo profissional.

As hard skills para cada área de atuação são bastante específicas. Afinal, a demanda para um profissional da saúde é totalmente distinta daquela de um engenheiro, por exemplo. No caso da educação, as hard skills dizem respeito à:

  • graduação;
  • mestrado;
  • doutorado,
  • especialização;
  • certificação;
  • proficiência em língua estrangeira.

Lembrando que essas capacitações podem ser adquiridas e discriminadas de acordo com as necessidades de um cargo ou com as atividades que o profissional desenvolverá. Mas quando pensamos em soft skills, o cenário muda por completo.

Soft skills

As competências subjetivas, que não são facilmente mensuradas, se enquadram nas soft skills. Elas estão relacionadas ao uso da inteligência emocional e até mesmo da resiliência, para o pleno desempenho da profissão. Por serem pontos subjetivos, eles podem ser melhorados a partir do autodesenvolvimento. Leituras, cursos e treinamentos podem sim beneficiar a conquista de uma soft skill, mas é algo que vai além de métricas. Algumas soft skills importantes são:

  • comunicação eficaz;
  • colaboração;
  • paciência;
  • flexibilidade;
  • dinamicidade;
  • cordialidade.

Ainda assim, é importante lembrar que as competências não podem ser encaradas de maneira isolada. O profissional que é desejado pelo mercado de trabalho deve combinar conhecimentos e capacidades. Quer saber como?

Conheça as razões para um educador dominar essas habilidades

É comum que, após ter conhecimento do que são soft skills e hard skills, o profissional se pergunte, qual dessas habilidades é a mais relevante? Mas não há uma resposta. O profissional que se destaca no mercado é aquele que tem no currículo hard skills e que transmite as soft skills. Ou seja, ser um profissional completo é um diferencial tanto para a carreira, quanto para o bom desempenho das funções profissionais.

Para um professor, as hard skills são prioritárias e o conhecimento teórico de um saber acadêmico não pode ser menosprezado. Ainda assim, são as soft skills que permitem o bom relacionamento com alunos e pais, além da empatia e da boa comunicação. Principalmente para atuar em sala de aula, ter habilidades subjetivas pode ser determinante para o sucesso profissional.

Considerado por muitos o pai da administração moderna, Peter Drucker define bem a necessidade dessas competências: “as pessoas são contratadas pela habilidade técnica, e são demitidas pelo comportamento”. Por isso, não é interessante se limitar à cursos e graduações e não investir tempo e recursos no aperfeiçoamento do âmbito emocional.

É a combinação entre as soft e as hard skills que contribui para a formação de um corpo docente forte, sólido e capacitado para dominar tanto as questões técnicas, quanto as socioemocionais. Por isso, que tal investir na qualificação de professores? Confira, a seguir, como uma equipe com capacidades de autoliderança e automotivação pode trazer benefícios para a formação de alunos com mais inteligência emocional.

Qualificação de professores: defina estratégias

O educador e consultor de negócios Shiv Khera afirma que “as pessoas que querem fazer a diferença no futuro devem ter duas habilidades para o sucesso: a capacidade de lidar com outras pessoas e a capacidade de vender”. Nesse sentido, como a escola prepara a criança e o jovem para o futuro e o mercado de trabalho, ela também colabora diretamente para o desenvolvimento socioemocional dos alunos.

Para que as soft skills trabalhem em sintonia com as hard skills, é importante contar com um corpo docente qualificado. Assim, investir no conhecimento dos professores ajuda a estruturar um ambiente propício para a aquisição de competências comportamentais exigidas pelo mercado de trabalho. Iniciativas como o Laboratório de Inteligência de Vida e o Eleva+ contribuem para um aprendizado de metodologias ativas muito mais focado no desenvolvimento dos sentimentos e dos relacionamentos.

As vantagens de apostar nas soft skills como ferramenta de aprendizado são muitas. Isso porque a educação socioemocional:

  • melhora o desempenho acadêmico;
  • reduz índices de violência;
  • previne o bullying;
  • reduz ansiedade e depressão.

Um estudante que consegue combinar o aprendizado acadêmico com o desenvolvimento das habilidades emocionais chega mais bem preparado no mercado de trabalho. Além disso, esse cuidado também traz benefícios para a trajetória de vida pessoal do indivíduo. Desse modo, encontrar o equilíbrio entre as sotf kills e hard skills é a melhor forma de unir habilidades técnicas e mensuráveis às capacidades imateriais e relacionadas ao contato afetivo.

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Soft skills e hard skills: você sabe qual a diferença?
Soft skills e hard skills: você sabe qual a diferença?