Solidariedade na escola: como ensiná-la aos alunos

solidariedade na escola
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Oferecer uma formação humanizada nunca foi tão importante. Cada vez mais, fala-se da relevância de ir além dos conhecimentos práticos, considerando também as habilidades socioemocionais. Diante disso, um tema que não podemos deixar de lado é a solidariedade na escola.

Ajudar a formar cidadãos conscientes e solidários é uma das melhores contribuições que uma instituição de ensino pode proporcionar aos seus alunos. Por isso, não deixe de acompanhar esta leitura para entender melhor sobre esse assunto!

O que é ser solidário?

Os dicionários apontam que a solidariedade é um ato de quem está disposto a ajudar, entender, acompanhar ou defender uma pessoa (ou várias delas). Aquele que é solidário se sensibiliza e se preocupa com o próximo, buscando fazer o possível para prestar assistência ou algum tipo de auxílio.

Um dos detalhes mais interessantes das ações solidárias é que elas não se limitam a pessoas conhecidas. Independentemente de existir um relacionamento entre as partes, as causas costumam ser mais importantes do que o destino da ajuda. Afinal, sabemos que há muita gente que vive à margem da sociedade e passa necessidade diariamente. Para se ter uma ideia, mais de 13 milhões de pessoas vivem com menos de 8 reais por dia no Brasil.

Qual a importância de ensinar sobre solidariedade na escola?

É claro que a consciência sobre todo o contexto social em que estamos inseridos é desenvolvida ao longo do tempo. Um adolescente ou um adulto com certeza consegue ter uma maior compreensão das coisas do que uma criança que ainda está aprendendo a se relacionar com o mundo.

Porém, isso não impede que a semente da solidariedade seja cultivada desde a infância. A construção desse pensamento deve começar o quanto antes, até porque isso vai promover o bem para a própria criança, e não só para o outro.

Fazer o bem é saudável, o que é uma ideia amplamente discutida por pesquisadores e confirmada por estudos de Harvard. Quem ajuda o próximo também recebe suas gratificações, principalmente a sensação de bem-estar e felicidade.

Ainda mais falando da juventude, é essencial incentivar que a empatia e a solidariedade façam parte da rotina. O resultado disso é favorecer o crescimento pessoal de cada um e ajudar a criar uma sociedade menos desigual. Quando a criança percebe a importância de colaborar com o outro e de participar de movimentos solidários, as chances de ela crescer com esse hábito são muito maiores.

Como promover esse tipo de ação nas escolas?

O incentivo à solidariedade deve partir de todos os lados. A família tem grande responsabilidade nessa missão, já que o incentivo também deve existir dentro de casa. Por sua vez, a escola é provavelmente o segundo ambiente em que ela passa a maior parte do seu tempo, o que aumenta a importância de ser mais um ambiente de estímulo para a construção da cidadania.

Se você não sabe muito bem como lidar com essa tarefa, veja a seguir algumas das nossas sugestões de como promover a solidariedade nas escolas.

Estimulando o envolvimento com causas sociais

É natural que existam algumas limitações relacionadas à idade, mas é possível inserir as ações sociais mesmo no ensino infantil, enquanto os alunos maiores conseguem se dedicar ainda mais.

Solidariedade na escola: como ensiná-la aos alunos

A instituição pode organizar movimentos para ajudar causas importantes e envolver toda a sua comunidade nesse projeto. Como a intenção é despertar o espírito solidário, é fundamental que as atividades sejam bem pensadas.

A compreensão e a colaboração de cada um são cruciais para cumprir o objetivo esperado. Por exemplo, arrecadar dinheiro dos pais para fazer uma doação não deixa de ser uma boa atitude, mas não vai permitir tanto engajamento.

Buscar causas dentro do próprio bairro ou das comunidades ao seu redor é uma ótima ideia, como uma creche que atende a população mais carente ou um abrigo de animais.

A escola pode, inclusive, criar o seu próprio projeto e distribuir tarefas para todos ajudarem como puderem. Outra possibilidade é oferecer diferentes alternativas e estimular a procura pelas causas de maior interesse, o que vai depender do perfil de cada aluno.

Praticando pequenos exercícios diários

Além dos projetos sociais, a solidariedade pode fazer parte do nosso dia a dia nos pequenos detalhes. Compartilhar um brinquedo, emprestar um livro, ceder o seu lugar e até mesmo ajudar um colega que está com dificuldade nos estudos são atitudes comuns que muitas vezes passam despercebidas.

Ser solidário não é somente dispor de algum bem material para amparar quem precisa, mas também se comportar de maneira diferente no cotidiano. É válido que a criança entenda, mesmo que aos poucos, que doar o seu tempo ou a sua atenção pode ser tão especial quanto fazer uma doação física (de objetos ou de dinheiro, por exemplo).

Abrindo espaços de discussão

Ainda que a prática seja a demonstração real da solidariedade, a teoria não pode ser desperdiçada. Criar oportunidades para debater o assunto faz toda a diferença, já que a comunicação é uma ferramenta de informação e aprendizado.

Nesse sentido, a gestão escolar deve promover atividades para explorar o tema, pensando sempre em adequar os conteúdos à faixa etária dos estudantes. Algumas ideias que podem ser aproveitadas são:

  • convidar pessoas para falar do trabalho solidário, que podem ser da própria comunidade;
  • levar os alunos para conhecer diferentes realidades;
  • consumir conteúdos (filmes, livros, documentários etc.) que abordem essa temática.

Incentivando a empatia e o comprometimento

Um dos maiores gatilhos para ser mais solidário é a empatia. Colocar-se no lugar do outro permite perceber como existem realidades diversas e que sempre é possível ajudar de alguma maneira. Caso contrário, a tendência é viver dentro de uma espécie de bolha, pelo menos até a fase adulta.

Fora isso, o comprometimento é uma característica que deve ser motivada, pois ser solidário não é uma atitude isolada. Fazer uma boa ação pelo menos uma vez na vida tem um valor limitado, pois todos os dias temos chances de fazer o bem. Como falamos, esse exercício precisa ser constante e receber bons exemplos durante a rotina escolar é uma enorme motivação.

Enfim, promover a solidariedade na escola requer um pouco de dedicação, mas está longe de ser algo tão difícil. Na verdade, é uma grande oportunidade de oferecer uma formação diferenciada e priorizar o desenvolvimento de cidadãos melhores para o mundo.

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Solidariedade na escola: como ensiná-la aos alunos