Tecnologia e inovação: os 2 pilares fundamentais para o aluno do amanhã

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Não é novidade pra ninguém que a transformação digital já é uma realidade, mas como essas mudanças alteraram a forma de ensinar e aprender? Qual é o aluno do amanhã? Qual é o aluno que queremos e precisamos formar?

Esses e outros questionamentos fizeram parte do bate-papo entre Silvio Meira, professor e cientista, e Antonia Mendes, Diretora da Plataforma de Ensino Eleva, no Festival Nova E-ducação. Confira!

Dados e dúvidas

Segundo Silvio, neste momento de grandes transformações e acelerações devido à pandemia do novo coronavírus, viveremos um período de muitas dúvidas e poucas certezas, e o pouco de gente que tem certeza, provavelmente, está errado.

Em 2027, teremos cerca de 4,2 bilhões de pessoas que nasceram depois de 1980, ou seja, são indivíduos que já vieram à vida no mundo digital. Sendo mais específica, estamos falando das gerações Y, Z e Alpha.

Sabemos também que, atualmente, o excesso de informação é algo presente em nosso cotidiano, o que ocorre, em grande parte, por conta da comunicação instantânea, que foi impulsionada, principalmente, pela popularização dos smartphones.

Um conceito muito falado atualmente é o de dispersão digital. Se uma criança, por exemplo, está vendo um vídeo no Youtube com fone de ouvido, neste momento, 3 de seus sentidos estão voltados para o mundo digital: visão, audição e tato. 

Nesse novo contexto, em que temos um turbilhão de informação na palma das nossas mãos, com uma população majoritariamente digital – em alguns anos, a pergunta que fica é: qual aluno nos espera?

O aluno do amanhã

Estamos vivendo na era da atenção parcial contínua. Segundo pesquisas, as crianças, atualmente, não conseguem ficar mais de 20 minutos exercendo uma mesma atividade. 

Com certeza, você já presenciou a cena em que um adolescente assiste à uma série e navega pelas redes sociais ao mesmo tempo. Esse é um exemplo clássico da atenção parcial contínua, pois, ao invés de, ao terminar o episódio, iniciar uma nova atividade, ele executa ambas simultaneamente.

Caminhando para o âmbito escolar, geramos um problema: o de engajamento.

De onde vem o trabalho de amanhã? 

Na era do Fordismo, os trabalhadores se especializavam em uma única função e a executavam, muitas vezes, até o fim de suas carreiras profissionais. 

Atualmente, observamos as máquinas realizando todo (ou quase todo) o trabalho de montagem nas fábricas. Ou seja, grande parte das atividades que eram exercidas, no passado, pelos profissionais mencionados acima estão sendo feitas por robôs.

Então, quer dizer que o trabalho será substituído pelas máquinas? 

Silvio Meira afirma que a força de trabalho foi para trás das máquinas. Agora, trabalhamos na criação de softwares e nas engenharias dos robôs, por exemplo.

O mercado de trabalho é um exemplo clássico de como a sociedade vem mudando nas últimas décadas. Sendo assim, entendemos que o papel da educação também muda e ela precisa se transformar.

A Nova E-ducação

John Dewey, em seu livro Experiência e Educação, diz que a “Nova educação precisa ser um sistema de aprendizado baseado na necessária conexão entre educação e experiência.”

Para essa experiência acontecer da melhor forma, é necessário contemplar os seguintes pontos:

  • Pesquisa: para entender e descobrir o “mundo”;
  • Comunicação: para fomentar múltiplos meios de socialização;
  • Construção: para [re]fazer e [re]construir coisas;
  • Expressão: para externar ideias e sentimentos.

Agora, o modelo educacional precisa se preocupar com a Experiência de aprendizado.

Como vamos transformar a escola?

Primeiramente, precisamos partir do princípio de que as novas gerações vivem em um contexto interativo e em tempo real. 

Para engajar alunos que já nascem em um mundo digital, precisamos aliar a tecnologia com o processo pedagógico, a fim de tornar o aprendizado um processo natural, interessante e que realmente seja próximo do dia a dia do aluno. Como mencionado pelo cientista Silvio Meira, “os estudantes precisam se conectar de fato com os assuntos e ‘ir para as ruas’ resolver problemas reais.”

Para os professores e gestores escolares, os dados e análises serão muito importantes nesse processo. Com ferramentas e plataformas especializadas, conseguiremos acompanhar a rotina dos alunos, entendendo em quais pontos estão indo bem, as necessidades e os gargalos com maior rapidez e eficácia.

Por fim, precisamos transformar a escola em um ambiente que nos ensine como a gente aprende e reaprende a aprender. Esse precisa ser um processo cíclico e constante.

Precisamos ter a liberdade de tentar e errar pra aprender. Só assim criaremos novos modelos.

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