Qual o panorama e as tendências previstas na educação pós-pandemia? Confira!

Qual o panorama e as tendências previstas na educação pós-pandemia? Confira!
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As restrições e os desafios da pandemia de covid-19 levaram as escolas brasileiras a se reinventar, ainda que não tivessem um tempo adequado para o planejamento e preparo para as mudanças. Assim, não podemos negar que houve impactos negativos no ensino. Apesar disso, a educação pós-pandemia traz possibilidades promissoras.

Após mais de um ano e meio convivendo com essa situação, o Brasil conseguiu alcançar a marca de mais de 280 milhões de pessoas totalmente vacinadas, o que equivale a quase 60% da população brasileira. Assim, atividades como as aulas presenciais em escolas têm sido retomadas gradualmente em todo o país.

Diante disso, muitos educadores têm dúvidas sobre como lidar com o retorno às aulas presenciais e o que esperar da educação pós-pandemia. Se você se identifica com isso, continue a leitura e entenda melhor o cenário e as tendências esperadas para o ensino no próximo ano.

Quais mudanças a pandemia trouxe para a educação?

Como já mencionamos de maneira breve, a pandemia exigiu que as escolas se reinventassem. Para conseguir dar continuidade às atividades, foi necessário encontrar estratégias e ferramentas aplicáveis ao formato de ensino não presencial. Tudo isso precisou ser feito às pressas para não causar prejuízos ainda maiores ao aprendizado.

Então, para os docentes, foi um momento de testes e tentativas para encontrar as melhores soluções conforme os perfis dos seus alunos e as possibilidades oferecidas pelas escolas. A resistência ao uso da tecnologia na educação e as dificuldades para aplicá-la, por exemplo, precisaram ser superadas.

Além disso, foi essencial trazer novas abordagens, investindo, também, em estratégias para estimular certas habilidades que se mostraram ainda mais relevantes nesse contexto, como a autonomia dos alunos.

Em outras palavras, as formas de ensinar, avaliar e se relacionar com os alunos foram repensadas durante esse período desafiador. Uma vez que algumas ações se mostraram benéficas, consequentemente muitas mudanças implementadas podem ser bem-vindas no ensino presencial pós-pandemia.

Quais foram os impactos da pandemia na educação?

Entre os impactos da pandemia na educação, os mais alarmantes dizem respeito às lacunas do ensino durante esse período. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), como parte do Censo Escolar 2020, aponta que 30% das escolas privadas não cumpriram o calendário letivo de 2020.

Além disso, segundo um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em 2020, uma quantidade significativa de estudantes — aproximadamente 6 milhões de alunos de todas as idades — não tem acesso à internet em casa. Outra pesquisa, da FGV EESP Clear, estima que pode haver um retrocesso de quatro anos na educação brasileira.

A pandemia também afetou a saúde mental da população. Desse modo, diante de tantas incertezas, desafios, preocupações e do grande volume de atividades, tornou-se muito difícil manter a concentração e se dedicar às atividades da rotina.

Por isso, até mesmo os alunos de escolas que conseguiram adaptar suas atividades ao formato não presencial podem não ter absorvido totalmente os conteúdos estudados. Então, houve perdas, maiores ou menores, no processo de ensino-aprendizagem em todo o país.

Quais tendências devem permanecer na educação pós-pandemia?

Em meio a tantas mudanças, foi possível identificar que algumas novidades trouxeram resultados positivos e podem continuar fazendo parte das abordagens de ensino depois que as aulas presenciais voltarem. Conheça, a seguir, as principais tendências que devem continuar sendo aplicadas no ensino.

Qual o panorama e as tendências previstas na educação pós-pandemia? Confira!

Ensino híbrido

Quando falamos de tendências no ensino pós-pandemia, o ensino híbrido é o que mais se destaca. Ele é a chave da fase de retorno gradual, possibilitando a readaptação ao formato presencial de forma segura e evitando uma nova mudança abrupta para os professores e os estudantes.

Entretanto, a proposta não é interessante apenas para esse momento. Quando as aulas voltarem a ser presenciais, os professores podem recorrer a ferramentas digitais, como plataformas de ensino, para complementar os conteúdos estudados.

Desse modo, o ensino híbrido permite que os alunos coloquem em prática os conhecimentos construídos nas aulas, fixando-os e compreendendo-os melhor, e se aprofundem conforme os seus interesses. Isso estimula a busca por novos conhecimentos, assim como a autonomia e o protagonismo no processo de ensino-aprendizagem.

Uso de tecnologia

Além de ser a maior aliada do ensino híbrido, a tecnologia educacional pode facilitar processos e viabilizar medidas que ajudem a aprimorar a qualidade do ensino. Utilizando uma plataforma de ensino, por exemplo, o professor tem acesso a relatórios detalhados do desempenho dos alunos e das turmas.

Como resultado, é possível ter uma visão mais precisa e abrangente do que funciona, ou não, para os alunos, o que permite pensar em estratégias de ensino mais eficazes. Sem contar que isso otimiza a rotina do professor. Afinal, basta acessar a plataforma para analisar os dados compilados automaticamente por ela.

Além disso, a tecnologia é bastante eficaz para engajar os estudantes. Um dos desafios dos professores no século XXI é conquistar a atenção dos alunos e mantê-los interessados pelos estudos.

Usando recursos tecnológicos, os docentes trazem os conteúdos para perto da realidade das crianças e dos adolescentes, tornando o processo de aprendizado mais atrativo. E alunos mais interessados e engajados tendem a aprender melhor.

Novas formas de avaliar

Para cumprir com o propósito de examinar os conhecimentos dos alunos, as avaliações devem ir além das tradicionais provas e trabalhos escritos. Afinal, cada estudante tem um perfil e uma personalidade, então, o aprendizado acontece de formas diferentes.

Avaliações alternativas possibilitam uma análise mais precisa e completa. Elas mostram tanto os conhecimentos teóricos como outros aspectos do aprendizado, podendo também ser usadas como treinamentos para agir em situações do cotidiano.

Trabalhos práticos, interdisciplinares e debates, por exemplo, exigem o uso de habilidades e competências não necessariamente ligadas aos conhecimentos acadêmicos. Um debate avaliativo, por exemplo, exige selecionar informações, construir argumentos sólidos, expressar-se com desenvoltura e clareza e saber ouvir e respeitar as opiniões de outras pessoas.

O debate também é interessante para, além de avaliar, desenvolver habilidades comunicativas, promover a socialização e incentivar a formação de senso crítico. Além disso, é uma oportunidade para alunos com dificuldades expressar seus pensamentos em palavras e mostrar se dominam os assuntos estudados.

Para acompanhar as transformações que vão marcar a educação pós-pandemia, as escolas precisam garantir que a infraestrutura e a equipe estão preparadas. Nesse sentido, os professores precisam se manter antenados e conhecer bem as escolas em que trabalham. Assim, podem entender quais possibilidades estão ao seu alcance e pensar em maneiras de aproveitá-las para oferecer um ensino de qualidade aos alunos.

Você se sente mais confiante para o retorno às aulas presenciais agora que entendeu melhor o cenário e as tendências da educação pós-pandemia? Então, compartilhe este artigo nas suas redes sociais para ajudar os seus colegas!

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